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Prêmios de anidro devem recuar nesta safra

04 May 2018 23:35 (+01:00 GMT)
Prêmios de anidro devem recuar nesta safra

Rio de Janeiro, 4 May (Argus) — Os prêmios dos contratos de etanol anidro negociados para a temporada 2018-19 devem ficar abaixo da faixa entre 11,5-13,5pc observada na safra anterior, segundo uma análise conduzida pela Argus. A principal razão é a expectativa de elevação na demanda por etanol hidratado, intensificando uma tendência verificada nos últimos meses. A maior oferta decorrente da desvalorização do açúcar nos mercados internacionais e a alta da gasolina também contribuíram para o achatamento nos preços do aditivo.

A paridade média baseada nos preços spot semanais de anidro e hidratado da Argus na temporada 2017-18 foi de 10,15pc, relação próxima ao prêmio médio dos contratos de anidro negociados para a safra 2018-19 estipulado em 10,7pc, de acordo com participantes do mercado paulista consultados pela Argus. A mínima e a máxima dos prêmios negociados entre produtores e distribuidores para o estado de São Paulo na safra 2018-19 foram reportadas em 10pc e 11,5pc, respectivamente. Em Goiás, os prêmios para vendas intraestaduais podem atingir 9pc.

Os preços de etanol anidro atingiram seu menor prêmio em relação ao álcool hidratado no dia 16 de março de 2018, quando a relação entre as duas especificações foi de 3,86pc. A data antecede em algumas semanas o dia 02 de abril quando, de acordo com a resolução nº67 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os distribuidores de combustíveis líquidos automotivos deveriam possuir estoques próprios do aditivo para garantir o suprimento no período de entressafra de cana. Já a paridade máxima a 17,69pc foi observada na semana de 9 de junho de 2017, três meses após o início oficial da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul.

A média dos preços semanais de etanol anidro da Argus na safra 2017-18 foi de R$1.857/m³ equivalente Ribeirão Preto PVU com impostos, com a mínima a R$1.535/m³ registrada na semana de 7 de julho de 2017 e a máxima a R$2.144/m³ na semana de 12 de janeiro de 2018. O diferencial em relação ao hidratado foi semelhante nestas duas semanas, entretanto, calculado em 9,94pc e 8,51pc, respectivamente. A principal razão foi a forte alta do hidratado entre julho de 2017 e janeiro de 2018, reflexo do consumo aquecido nos pontos de abastecimento paulistas.

A produção de etanol anidro recuou 2,2pc para 10,4 milhões de m³ na safra 2017-18 do Centro-Sul, ante 10,7 milhões de m³ reportados na temporada anterior, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). O etanol anidro vendido no mercado spot paulista foi negociado a valores abaixo dos contratos estabelecidos anteriormente - baseado na faixa dos prêmios dos contratos do aditivo na safra 2017-18 - em pelo menos 40 semanas, favorecendo a opção de alguns participantes do mercado de converterem o produto em hidratado. A preferência por fabricar mais álcool hidratado reflete a remuneração mais atraente do biocombustível em relação ao aditivo e ao açúcar.

A gasolina vendida nas refinarias pela Petrobras registrou diversos aumentos durante a safra passada, inibindo o apetite comprador das distribuidoras por etanol anidro. Além disso, as importações brasileiras de etanol somaram 1,73 milhão de m³ na temporada 2017-18, aproximadamente 23,49pc acima da safra anterior, contribuindo para a desvalorização do aditivo, conforme informações divulgadas pela Unica.

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