A Petrobras postergará a hibernação de suas plantas de fertilizantes localizadas em Sergipe e Bahia após a pressão exercida pelas autoridades locais sobre a decisão da empresa.
A companhia disse que está avaliando a criação de comissões para analisar alternativas ao fechamento das duas unidades. Os comitês teriam representantes dos governos estaduais e das confederações da indústria dos dois estados.
Mais cedo neste mês, a Petrobras disse que a decisão de suspender a produção nas duas plantas estava alinhada ao plano estratégico de sair da área de fertilizantes, anunciado no plano de negócios da companhia para 2018-22. Em setembro de 2017, a companhia já havia incluído os ativos de adubos no Paraná e Mato Grosso do Sul em seu plano de desinvestimento.
A Petrobras disse que consideraria alternativas ao fechamento nas plantas, contanto que estas opções não resultassem em prejuízos à companhia.
A planta de nitrogenados localizada em Sergipe (Fafen-SE) registrou prejuízos de R$600 milhões em 2017, enquanto a unidade baiana (Fafen-BA) acumulou perdas de R$200 milhões.
Juntas, as duas plantas podem produzir 900.000t/ano de amônia, 1,1 milhão de t/ano de ureia, 36.000t/ano de ácido nítrico e 150.000t/ano de CO2.
A decisão de postergar o fechamento das unidades causou desgaste político na Bahia e em Sergipe diante da proximidade das eleições no país, em outubro.

