A produtora de açúcar e etanol Cerradinho Bioenergia investirá R$1 bilhão na construção da usina Neomille, que terá capacidade para processar 1,1 milhão de t de milho e fabricar 510.000 m³ de etanol por ano.
O projeto está no processo de obter o licenciamento ambiental que permitirá a construção do empreendimento localizado em Maracaju (MS). As obras começarão no primeiro semestre de 2022 e o início da operação é prevista para o segundo semestre de 2023.
Além da receita de vendas de etanol, a nova unidade também comercializará bioenergia, óleo de milho e DDG (grãos secos por destilação) para a indústria local de ração animal.
A nova usina está estrategicamente localizada no cinturão do milho de Mato Grosso do Sul, segundo o presidente da CerradinhoBio, Paulo Motta. "Maracaju é o maior produtor de milho do estado e tem condições favoráveis para aquisição de biomassa [eucalipto para geração de energia] e venda de coprodutos [DDGs]", afirmou o executivo, acrescentando que atualmente grande parte do milho da região é exportado.
O estado também é um grande produtor de celulose de eucalipto.
Em outubro de 2019, a Cerradinho entrou na crescente indústria de etanol de milho brasileiro com uma usina flex de 250.000 m³/ano, anexa à sua planta de etanol de cana-de-açúcar em Goiás. Atualmente, a empresa está expandindo a produção do biocombustível de milho na usina, o que elevará sua capacidade total de produção para 850.000 m³/ano, somando cana e milho.
O anúncio é o mais recente em uma série de projetos de etanol de milho no estado. A Inpasa Brasil, subsidiária local da produtora paraguaia de etanol Inpasa, está construindo uma usina do biocombustível em Dourados, com 426.000 m³/ano de capacidade instalada. Já a Destilaria Pioneira trabalha em uma planta de 200.000 m³/ano em Jaraguari. Ambas devem começar a operar no ano que vem.

