A Agropalma pretende retomar as atividades de sua usina de biodiesel em Belém (PA) até novembro de 2023, após um hiato de 13 anos sem produção.
A planta que será reativada deve operar com capacidade inicial de 18.000m³/ano. A usina operou entre 2005 e 2010 e as obras para reestruturação começaram em junho deste ano. A companhia não revelou o montante investido, mas informou que utilizará recursos próprios na iniciativa.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Pará usou 3.922t de óleo de palma e dendê como matéria-prima para a produção de biodiesel em 2021. A usina da Agropalma será a terceira unidade no estado. A Oleoplan possui uma capaz de produzir 292.000m³/ano em Tome-Açú, a cerca de 200km de Belém, enquanto a Unibras opera uma planta de 91.250m³/ano em Santo Antônio do Tauá, a 63km da capital.
A atuação da Agropalma se divide entre a região amazônica, com 39.000 hectares próprios de palma plantados, e São Paulo, onde parte do óleo é refinado.
A companhia possui seis unidades de extração de óleo, duas refinarias de óleo vegetal e um terminal fluvial para cabotagem e exportação de óleo.
"Apesar de não ser um volume expressivo, a reativação da usina de biodiesel cumprirá uma função estratégica de agregar valor aos subprodutos dos processos produtivos da Agropalma", informou a empresa à Argus. A prioridade será fornecer esse insumo para o mercado do Norte brasileiro.
A produtora de biodiesel pertence à holding brasileira Grupo Alfa, que atua nos setores financeiro, varejo, comunicação, alimentação e hotelaria.

