O senador Jean Paul Prates, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para liderar a Petrobras, afirmou que o governo não fará intervenção direta nos preços dos combustíveis, nem agirá de forma monopolista.
Prates disse que não haverá desvinculação dos preços internacionais para os produtos comercializados nas refinarias, mas que a política de paridade de importação deixará de ser usada. A indicação do senador para o cargo de diretor-presidente foi formalizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
"Atualmente simulamos o preço do diesel produzido em Roterdã com adição do frete e custos de levar o produto para a refinaria", disse Prates. "Na minha opinião, é um preço distorcido que não compensa quem refina no Brasil. Vamos equalizar essa conta, sem forçar ou interferir nos preços", completou.
A declaração do senador destoou dos comentários feitos por Lula em sua posse, quando o mandatário destacou a importância do estado para impulsionar os investimentos e apoiar a economia. A afirmação de Prates também contrariou a promessa de campanha e "abrasileirar' os preços do diesel e da gasolina.
Um decreto publicado no Diário Oficial da União em 2 de janeiro interrompeu planos de privatização de estatais, como a Petrobras.
A indicação de Prates precisa ser aprovada em assembleia de acionistas da Petrobras e ainda depende do avalo de comitês de governança, com base na Lei das Estatais, de 2016.
Por Amance Boutin

