As exportações brasileiras de etanol em março atingiram o maior nível para o mês em 15 anos, em um cenário de ampla oferta doméstica e crescente demanda de países asiáticos.
As entregas do biocombustível para o mercado internacional atingiram 230.013m³ em março, alta de 15pc em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
É o maior volume para o mês desde 2028, quando totalizou 281.750m³. O Centro-Sul conclui a safra recorde de cana-de-açúcar de 2023-24 em 1 de abril.
O Brasil produzirá 650 milhões de t de cana-de-açúcar na temporada completa, segundo previsão da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). Até 15 de março, a região produziu 649,3 milhões de t, segundo o relatório mais recente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).
Embarques para mercados da Ásia somaram mais de 60pc do volume total enviado em março.
As vendas de etanol industrial não-carburante para a Coreia do Sul – que é comercializado principalmente para empresas farmacêuticas e fabricantes de cosméticos – representaram 32pc do total no mês passado.
No período, os Estados Unidos foram o segundo maior comprador do biocombustível brasileiro no exterior, com 29pc.
A Índia recebeu 6,9pc das exportações de etanol do país, seguida por Singapura, com 5,2pc, Japão, com 3,3pc, e Filipinas, com 1pc.
O Brasil importou somente 73m³ do biocombustível em março.

