Visão geral
A dinâmica entre cloro e soda cáustica e seus diversos usos finais cria um mercado muito dinâmico para produtos cloro-soda, o que significa que os mercados não crescem igualmente.
Acompanhar esse mercado requer um alto nível de compreensão da dinâmica e da experiência para interpretar o mercado para fornecer uma avaliação precisa do preço.
Os especialistas em cloro-soda da Argus irão ajudá-lo a decidir quais tendências rastrear e como permanecer competitivo nos mercados globais em constante mudança de hoje.
Últimas notícias sobre cloro-soda
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Brasil avança em marco para bunker alternativo
Brasil avança em marco para bunker alternativo
Sao Paulo, 30 September (Argus) — O Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou enviará ao Congresso um projeto de lei (PL) para criar uma política nacional de combustíveis sustentáveis de navegação, ainda em 2026. A informação foi anunciada por representantes do ministério durante o 2º Workshop do Programa Nacional de Combustível de Navegação, realizado na terça-feira, 29, em Brasília. Participantes do mercado, organizações e representantes de diferentes esferas de governo esperam que o PL priorize etanol e biodiesel e defendem que a futura política mantenha alinhamento com a legislação em discussão na Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês). O pacote de medidas de emissão zero da IMO propõe zerar as emissões do transporte marítimo até 2050. A expectativa de que o pacote seja aprovado ainda este ano - após adiamento em 2025 - já que a regulamentação pode beneficiar produtores de etanol de milho nos Estados Unidos, disseram participantes à Argus. O presidente norte-americano, Donald Trump, se posicionou contra o plano de descarbonização durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. No PL do Brasil, ainda precisam ser definidas a abrangência da regulamentação, as metas e base cálculo para a descarbonização e qual elo da cadeia será abrangido. O MME sugere caráter obrigatório para as metas. A governança proposta para a política nacional de combustíveis sustentáveis de navegação será dividida entre o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ambos vinculados ao MME, além da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), integrante do Ministério de Portos e Aeroportos, e da Autoridade Marítima Brasileira. O ministério afirmou que ainda não definiu o formato de envio do PL, isto é, se a proposta será apresentada como uma alteração à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024) ou por meio de outro instrumento legislativo. Resolução da ANP Em paralelo, a ANP prepara uma resolução sobre regras para o mercado doméstico de combustível marítimo, que deverá ser publicada até dezembro deste ano. Em audiência realizada na semana passada, empresas dos setores de biocombustíveis e etanol defenderam a adoção de uma mistura obrigatória de 15pc de biodiesel (B15) no diesel marítimo. O setor também pediu à ANP a inclusão de regulamentação para o etanol sem a exigência de autorização especial, em linha com as regras já aplicáveis ao biodiesel, ao óleo vegetal hidrotratado (HVO, na sigla em inglês) e aos combustíveis produzidos pela tecnologia de conversão de gás em líquidos (GTL, na sigla em inglês). Por Natália Coelho Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Etanol deve impulsionar vendas do Ciclo Otto no 5º bi
Etanol deve impulsionar vendas do Ciclo Otto no 5º bi
Sao Paulo, 22 September (Argus) — O crescimento nas vendas de etanol hidratado deve compensar a queda no consumo de gasolina C e elevar os volumes negociados do Ciclo Otto no quinto bimestre, segundo levantamento conduzido pela Argus com as principais distribuidoras do Brasil. A mediana das projeções do setor aponta para um consumo conjunto de 5,9 milhões de m³ de gasolina C – combustível misturado com 32pc de etanol anidro – e etanol hidratado em setembro e aproximadamente 6,1 milhões de m³ em outubro. Se confirmados, os volumes representarão altas de 3,4pc e 2,5pc em comparação com as vendas de Ciclo Otto em setembro e outubro de 2025, respectivamente, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os níveis de paridade mais competitivos do etanol hidratado em relação à gasolina C devem impulsionar o consumo no período. A paridade de preços entre os dois combustíveis alcançou 61,7pc, em média, nas três primeiras semanas de setembro, de acordo com dados da ANP. No mesmo período de 2025, a paridade registrou média de 68,5pc. O movimento reflete um cenário de preços mais baixos para o etanol hidratado, em razão de expectativas de produção recorde do biocombustível na safra 2026-27, e um cenário de aumento para os preços da gasolina, diante do conflito entre EUA-Irã no Oriente Médio. As medianas das projeções do setor para o consumo de etanol hidratado apontam para aproximadamente 2,1 milhões de m³ tanto para setembro quanto para outubro. Os volumes representam respectivas altas de quase 17pc e 14pc em relação aos mesmos meses de 2025, segundo dados da ANP. Para gasolina, é esperado um consumo de 3,8 milhões de m³ em setembro e aproximadamente 4 milhões de m³ em outubro. Os volumes ficariam 2,9pc e 2,6pc abaixo, respectivamente, das vendas do combustível fóssil registradas nos mesmos meses de 2025, de acordo com a ANP. A recente valorização nos preços do açúcar e preocupações com os efeitos do El Niño na produção de cana-de-açúcar podem sustentar uma alta nas cotações do etanol nas próximas semanas. Porém, o movimento não deve ser suficiente para mudar o perfil da paridade de preços entre os dois combustíveis rodoviários, segundo participantes de mercado. Diesel Distribuidoras esperam queda no consumo de diesel B – combustível misturado com 15pc de biodiesel – nos próximos dois meses. Participantes de mercado mencionam uma possível desaceleração da economia no período e expectativas de alta para o preço do combustível como fatores que contribuem para volumes menores. A mediana das projeções aponta para uma demanda de 6,1 milhões de m³ de diesel em setembro e quase 6,4 milhões de m³ em outubro. Se confirmados, os volumes representarão quedas de 1,8pc e 0,9pc, respectivamente, ante os mesmos meses de 2025, de acordo com a ANP. Distribuidoras relatam uma aceleração no consumo de diesel nas primeiras semanas de setembro, porém acreditam que uma alta nos preços do combustível pode frear a demanda a partir de outubro. Os preços de revenda do diesel B aumentaram aproximadamente 4pc na média nacional na semana iniciada em 13 de setembro, ante a última semana de agosto, segundo dados da ANP. Os preços atuais também representam alta de 18pc em relação à mesma semana de 2025. O setor espera que os preços continuem subindo nas próximas semanas, devido à intensificação do conflito no Oriente Médio e ao aumento das preocupações com uma disrupção global na oferta do combustível. A menor disponibilidade de produto importado no país neste mês, combinado ao período sazonal de maior demanda doméstica entre setembro-outubro, reforçam as perspectivas de alta para os preços do combustível. Por Maria Albuquerque Projeções para consumo de combustíveis rodoviários .000 m³ Setembro Outubro Combustível Projeção (2026) ANP (2025) % Projeção (2026) ANP (2025) % Diesel B 6136,0 6245,9 -1,8 6376,1 6432,0 -0,9 Gasolina C 3831,0 3946,7 -2,9 4039,0 4144,9 -2,6 Etanol hidratado 2054,5 1752,4 17,2 2096,5 1844,9 13,6 Ciclo Otto 5893,5 5699,1 3,4 6141,0 5989,9 2,5 Fonte: Argus, ANP Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Mercado considera virada de preços no metanol
Mercado considera virada de preços no metanol
Sao Paulo, 16 September (Argus) — O preço do metanol no Brasil, que levou em setembro as cotações do produto negociado no mercado à vista aos menores níveis desde o início da guerra entre Estados Unidos-Irã, agora se aproxima de uma recuperação. O preço médio do produto entrepostado no porto de Paranaguá (PR) recuou 27pc, para R$2.625/t, entre 8 de maio – quando atingiu a máxima desde o início da série histórica da Argus, em 20 de junho de 2025 – e 11 de setembro. Participantes de mercado atribuem o comportamento de preços à baixa demanda por parte da indústria do biodiesel e ao consequente excesso de oferta de metanol nos portos brasileiros. Um cenário competitivo mais acirrado entre vendedores contribui para esse movimento. Compradores relatam atrasos na retirada de volumes de metanol que foram adquiridos para consumo no quarto bimestre do ano, gerando um excedente que reduziu a necessidade de aquisição para o quinto bimestre. Em alguns casos, os atrasos foram suficientes para cobrir as necessidades de consumo até a primeira quinzena de setembro. Alguns participantes de mercado também optaram por adiar as decisões de compra ou realizar aquisições mais frequentes e de volumes menores diante da tendência de baixa nos valores, com o objetivo de reduzir o preço médio. Usinas de biodiesel tendem a negociar as compras para o volume total esperado para o bimestre, recorrendo ao mercado à vista de forma pontual entre os bimestres. Desde agosto, vendedores estão aceitando reduzir preços de modo a gerar liquidez e liberar espaço em tanque, evitando arcar com custos adicionais de armazenamento. Os níveis de preços praticados no mercado brasileiro estão abaixo ou próximo do custo de aquisição, segundo distribuidores do metanol, sugerindo pouca disposição a continuar reduzindo valores. Disputa por produto volta ao radar Participantes de mercado estimam que um eventual ajuste para cima nos preços pode ocorrer com mais intensidade nas negociações para o suprimento de metanol à indústria do biodiesel no próximo bimestre. Alguns vendedores já especulam que cargas que viriam ao Brasil sejam redirecionadas a outras localidades com remuneração maior, à semelhança de movimentos observados nos meses iniciais da guerra no Oriente Médio . Ásia surge como principal alternativa para novos destinos. Por enquanto, não há registro de mudança de rotas para navios inicialmente direcionados ao Brasil. Os preços mais baixos registrados no porto de Paranaguá contrastam com altas no cenário internacional desde o fim de julho. São observados aumentos na Ásia, Europa e EUA. Na China, onde as elevações ocorrem de modo mais intenso, as altas alcançam quase 40pc entre 31 de julho-11 de setembro. No sudeste asiático, o avanço supera os 20pc, com valores que chegaram a $575/t em 11 de setembro, acima dos $515/t negociados em Paranaguá. Por Fernando Ladeira Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
El Niño ameaça moagem, produção de etanol segue forte
El Niño ameaça moagem, produção de etanol segue forte
Sao Paulo, 30 July (Argus) — O El Niño pode provocar um recuo no volume de cana-de-açúcar processado em 2026-27 ao postergar as operações de moagem no Centro-Sul, mas não a ponto de alterar expectativas de produção recorde de etanol. O fenômeno climático se estabeleceu em 11 de junho e deve atingir o pico entre 22 de setembro-21 de dezembro, segundo o Instituto de Meteorologia dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). No Centro-Sul, o setor sucroalcooleiro estará suscetível às altas temperaturas e chuvas irregulares. O impacto tende a ser limitado nos números desta safra, visto que o pico do El Niño ocorrerá nos últimos meses de colheita no Centro-Sul. Alguns produtores aceleraram a moagem para evitar ter cana em pé durante a fase mais crítica, uma estratégia para driblar os efeitos nos canaviais. Os maiores riscos decorrem da possibilidade de as chuvas postergarem a moagem na reta final da safra e aumentarem a quantidade de cana bisada – a cana-de-açúcar que, em vez de ser moída na safra vigente, é mantida no campo para o ciclo seguinte. Isso pode reduzir o volume moído nesta safra, entre 1º de abril de 2026-31 de março de 2027 — em 20 milhões de toneladas (t) no Centro-Sul, por falta de tempo hábil para processar a cana-de-açúcar, avaliam empresas do setor. Atualmente, o consenso do mercado estima 638,5 milhões de t. Mesmo com um cenário de perdas, ainda seria maior que os 616,2 milhões de m³ processados em 2025-26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O mix de açúcar também pode ser afetado. Mais chuvas podem diminuir a concentração de sacarose na planta, dificultando a cristalização e a fabricação do adoçante. Com isso, as usinas podem encontrar dificuldade em maximizar a produção de açúcar. A mediana das estimativas de participantes de mercado para o mix de produção no Centro-Sul está em 47,1pc de açúcar e 52,9pc de etanol. Isso se compara com o mix de 50,38pc de açúcar e 49,62pc de etanol verificado em 2025-26, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). O setor continua vendo forte fabricação do biocombustível nesta safra: 38,05 milhões de m³, considerando tanto etanol anidro quanto hidratado, o que seria a máxima na série histórica de 18 safras da Conab. O El Niño deve durar até o fim do verão no Hemisfério Sul, ou seja, até 31 de março de 2027, segundo o NOAA, deixando impactos também no próximo ciclo. O eventual aumento no volume de cana bisada para 2027-28 se somaria ao cenário de estoques fortalecidos e de crescimento nas operações de etanol de milho, acrescentando pressão aos preços no início da próxima safra. Participantes de mercado também acreditam que o El Niño pode potencializar o rendimento dos canaviais em 2026-27, sobretudo caso se concretize o cenário de chuvas acima da média. El Niño mais forte que a média A intensidade do fenômeno supera as ocorrências em anos anteriores, acelerando ainda mais o aquecimento das águas e influenciando maiores temperaturas — de até 4°C acima da média — no cerrado brasileiro, incluindo os estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, explica o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos. Um El Niño mais intenso já é apontado como um dos fatores por trás de eventos extremos recentes, como o temporal com ventos de 160 km/h em Ribeirão Preto (SP) e o tornado registrado em Salgado Filho (RS). As culturas de soja, milho e café podem ser beneficiadas pelo fenômeno climático na região Centro-Sul, afirma o especialista. Por Maria Lígia Barros e João Curi Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
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