Visão geral
A facilidade de disponibilidade de ureia a leste e oeste de Suez moldou os fluxos comerciais atuais deste fertilizante de nitrogênio chave. Apesar dos desafios apresentados pelos preços da energia e conflitos militares, os principais mercados de importação, como Índia, Austrália e América Latina, permanecem robustos. Mas o excesso de oferta estrutural e o papel da China como exportadora de balanço levaram à volatilidade dos preços, pois esse mercado em rápido movimento busca o equilíbrio, mais ainda durante períodos sazonais de alta demanda.
Nossa extensa cobertura de nitrogênio inclui ureia granulada e granulada, UAN, nitrato de amônio e sulfato de amônio. A Argus tem muitas décadas de experiência abrangendo o mercado de nitrogênio e incorpora nossa experiência no mercado de várias commodities em áreas-chave, incluindo amônia e gás natural, para fornecer a narrativa completa do mercado.
A Argus apoia os participantes do mercado com:
- Avaliações diárias e semanais de preços de nitrogênio, dados exclusivos e comentários de mercado
- Previsão de curto e médio a longo prazo, modelagem e análise de preços de ureia, oferta, demanda, comércio e projetos
- Suporte de projeto de consultoria sob medida
Últimas notícias sobre nitrogênio
Navegue pelas últimas notícias do mercado sobre a indústria global de nitrogênio.
Venezuela: Ataque dos EUA dificulta embarque de ureia
Venezuela: Ataque dos EUA dificulta embarque de ureia
Amsterdam, 5 January (Argus) — O custo de transporte de ureia da Venezuela aumentou drasticamente após a operação dos Estados Unidos em 3 de janeiro, que levou à captura do presidente do país, Nicolás Maduro, mas os carregamentos e embarques devem continuar. Alguns armadores buscaram um prêmio de risco de guerra nos dias 3 e 4 de janeiro, após o ataque aéreo que envolveu helicópteros e mísseis em Caracas e outras regiões do país. No entanto, a situação parece estar se estabilizando, com a chegada de navios para carregar ureia nos próximos dias. Os fretes para o carregamento de ureia venezuelana aumentaram consideravelmente nas últimas semanas, mesmo sem a inclusão de um prêmio adicional. O prêmio de risco de guerra aumenta a pressão sobre fornecedores, diminuindo as margens de lucro e adicionando custos significativos às cargas que podem já ter sido compradas por tradings na base fob. Produtores venezuelanos reduziram os preços de ureia na base fob nas últimas semanas, à medida que os EUA aumentaram sua presença militar na região, em uma tentativa de continuar a exportar o produto —, reduzindo os preços de níveis já muito abaixo dos preços de origem tradicionais devido às complicações relacionadas às sanções norte-americanas. Os preços da ureia granulada caíram para $ 300/t fob José e abaixo disso na segunda quinzena de dezembro, o que representa um desconto de quase $100/t em relação a outras origens que abastecem mercados latino-americanos. O preço médio de ureia granulada a partir da Nigéria, publicado pela Argus em 2 de janeiro, ficou em $390-405/t fob Nigéria. Mas exportadores enfrentam ainda mais pressão devido ao aumento dos fretes. O último navio a carregar ureia em José, o principal centro de exportação da Venezuela, foi o Centurion Juktas, em meados de dezembro, segundo dados de rastreamento de navios da Kpler. No entanto, o Hongli 8 tem chegada prevista a José em 5 de janeiro, conforme mostram os dados da Kpler. A ureia venezuelana normalmente é exportada para o Brasil e o México, além de outros mercados próximos. A Venezuela abriga três grandes instalações de produção de ureia, com uma capacidade operacional combinada de até 2,2 milhões de toneladas (t) por ano de ureia granulada e perolada. No entanto, as exportações têm variado bastante nos últimos anos. A consultoria da Argus estima que as exportações venezuelanas de ureia ficarão em pouco mais de 400.000t em 2025, queda em relação às mais de 700.000t registradas em 2020-21. Por Harry Minihan Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Adubo de alta concentração pode ganhar espaço no Brasil
Adubo de alta concentração pode ganhar espaço no Brasil
Sao Paulo, 2 January (Argus) — O interesse de compra por fertilizantes de alta concentração pode aumentar entre importadores brasileiros em 2026, caso a diferença de preço em relação aos produtos com baixo teor nutricional continue a diminuir. Os preços do enxofre serão um dos fatores decisivos nessa dinâmica em 2026, já que os principais fertilizantes de baixa concentração comprados por importadores brasileiros em 2025, como o SSP e o sulfato de amônio (SA), utilizam enxofre como matéria-prima. O aumento dos preços do enxofre no último trimestre de 2025 está tornando os fertilizantes de baixa concentração menos competitivos. Os preços do enxofre subiram 55pc no trimestre, atingindo $545/t cfr Brasil em 18 de dezembro, o que reflete a disponibilidade limitada no mercado global e a alta concorrência entre o setor de fertilizantes e outras indústrias que também dependem do enxofre como matéria-prima e pagam um prêmio em comparação com o mercado de adubos, como o de baterias de lítio. Em comparação, o preço médio do enxofre publicado pela Argus um ano antes era de $178/t cfr — aumento de mais de três vezes. A incerteza quanto à disponibilidade global de fertilizantes de baixa concentração pode ser outro fator que leve importadores brasileiros a recorrerem a fertilizantes de alta concentração. O Brasil é altamente dependente do fornecimento chinês de NPs. Importadores brasileiros relataram um aumento na disponibilidade de ofertas de NPs para o Brasil em 2025, como a NP 08-40, cujas entregas nos portos brasileiros em 2025 atingiram 1,25 milhão de toneladas (t), mais de três vezes superior às 367.830t entregues em 2024, segundo o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do estado de São Paulo (Siacesp). Caso as remessas chinesas de fosfatados [permaneçam restritas até agosto de 2026]( http://direct.argusmedia.com/newsandanalysis/article/2764633), conforme participantes de mercado relataram à Argus em 11 de dezembro, importadores brasileiros podem ter que recorrer ao MAP 11-52 da Rússia e do Marrocos — que apresentou menor disponibilidade e preços mais altos em 2025. A produção chinesa de caprolactama deve ser reduzida para cerca de 76pc da capacidade em 2026. Produtores chineses anunciaram, em 24 de novembro, seus planos de reduzir a produção de 87pc para cerca de 80pc, visando sustentar os preços de SA. Fertilizantes de alta concentração, incluindo ureia e MAP 11-52, tiveram preços menos competitivos em 2025 devido à menor disponibilidade global e à maior demanda de mercados orientais. Essa tendência começou a mudar em novembro, quando os preços do MAP começaram a cair nos portos brasileiros e os preços do SSP intensificaram sua alta devido aos preços do enxofre. O preço por ponto de nutriente no MAP ficou, em média, em $13,27/t em 2025, enquanto o SSP com 20pc de P2O5 ficou, em média, em $12,25/t no ano. O preço por ponto de nutriente para o MAP 11-52 e o SSP atingiu $12,21/t e $12,75/t, respectivamente, em 18 de dezembro. O mesmo aconteceu com os fertilizantes nitrogenados. Em 2025, o preço médio por ponto de nitrogênio foi de $9,11/t para a ureia e $8,67/t para o SA. Mas, com a Índia tendo recentemente garantido volumes acima das expectativas do mercado no leilão de compra de 20 de novembro, os preços do nitrogenado estão começando a se mostrar mais atrativos em comparação com aqueles de menor concentração. O preço médio de ureia granulada publicado pela Argus na semana de 11 de dezembro foi de $398/t cfr Brasil. Isso colocaria o preço por ponto de nitrogênio em $8,65 — já abaixo dos $9,05 por ponto de nitrogênio no SA compactado. A tendência persistiu mesmo depois que a Índia anunciou outro leilão de compra em 16 de dezembro, buscando 1,5 milhão de t de ureia. Preocupações com as importações de adubos de baixa concentração Importadores também estão preocupados com os problemas logísticos decorrentes do aumento no volume de produtos de baixa concentração que chegaram aos portos brasileiros ao longo de 2025. Para aplicar a mesma quantidade de nutrientes às lavouras, seria necessário mais espaço de armazenamento portuário e a demanda por transporte rodoviário aumentaria — repetindo o cenário de 2025 e elevando os custos de produção para agricultores. A ureia contém 46pc de nitrogênio, enquanto o SA carrega 21pc do nutriente, o que torna necessário dobrar a capacidade de transporte. Outro ponto a ser observado é o sistema de fiscalização eletrônica da tabela de fretes mínimos adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que elevou os níveis de preço do frete de fertilizantes. Caso a tendência de compra de adubos com baixa concentração se mantenha em 2026, a demanda por transporte rodoviário deverá aumentar, estabilizando ainda mais os preços dos fretes em níveis mais elevados. Menor disponibilidade de nutrientes O aumento nas compras de fertilizantes de baixa concentração resultou em mais volumes de fertilizantes disponíveis no mercado interno. Os volumes de janeiro a novembro totalizaram 54,3 milhões de t, aumento de 4,1pc em comparação com o mesmo período em 2024, segundo o Siacesp. Esses números refletem todas as cargas entregues aos portos brasileiros, a produção nacional e os volumes de estoque disponíveis. Em termos de nutrientes — nitrogênio, fósforo e potássio — houve, no entanto, uma diminuição de 0,3pc em comparação com o mesmo período em 2024. Não há registros de cortes na produtividade das lavouras devido ao uso de fertilizantes de baixa concentração; porém, agrônomos ressaltam que o uso desses produtos sem a devida correção química do solo para compensar a acidificação causada pelo enxofre pode prejudicar a qualidade do substrato. Por Bruno Castro Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Bahiagás fornecerá gás para Petrobras
Bahiagás fornecerá gás para Petrobras
Sao Paulo, 22 December (Argus) — A distribuidora de gás natural Bahiagás, com atuação na Bahia, fornecerá gás para a Petrobras para a produção de fertilizantes em sua unidade Fafen. A Bahiagás fornecerá 1,2 milhão de m³/dia de gás por meio de gasodutos para a unidade da Petrobras em Camaçari, na Bahia, informou a Petrobras. O gás permitirá que a empresa produza fertilizantes nitrogenados no local. O gás natural é utilizado como matéria-prima para a produção de ureia e amônia. A retomada da produção de fertilizantes na Fafen contribuirá para o aumento da produção nacional, afirmou a Petrobras. "Isso garantirá uma alternativa rentável para o consumo de gás natural produzido no Brasil", disse William França, diretor de processos industriais e produtos da Petrobras. A Petrobras informou que espera que a unidade inicie suas operações em janeiro, mas não especificou a data de inauguração. A unidade está na fase final de manutenção e comissionamento, com trabalhos para viabilizar os testes de sistemas e equipamentos. A unidade produzirá amônia, ureia granulada e Arla 32, produto para controle de emissões de veículos pesados, também conhecido como AdBlue na Europa e DEF nos EUA. Inclui ainda a operação dos terminais marítimos de amônia e ureia no porto de Aratu, na Bahia, para movimentação desses produtos. As duas unidades de fertilizantes Fafen — a outra fica no estado de Sergipe — têm capacidade combinada de 1,1 milhão de toneladas (t)/ano de fertilizantes e ureia técnica e 900.000t/ano de amônia. A Fafen, na Bahia, retornou ao controle da Petrobras em abril . A unidade havia sido arrendada para o grupo petroquímico brasileiro Unigel — juntamente com a unidade de Sergipe — mas as operações foram suspensas em 2023 devido aos altos preços do gás. A Petrobras deve investir mais de R$2,6 bilhões em unidades de fertilizantes e em uma estrutura de apoio a estaleiros, conforme anunciado em outubro. Por Gisele Augusto Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2025. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Brasil e Bolívia assinam acordo para fertilizantes
Brasil e Bolívia assinam acordo para fertilizantes
Sao Paulo, 12 July (Argus) — Brasil e Bolívia assinaram em 9 de julho um acordo de cooperação para comercialização de fertilizantes e cloreto de sódio (NaCl). O acordo foi firmado após a visita do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva à Bolívia no início desta semana. O acordo foi realizado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil e o Ministério de Energia e Hidrocarbonetos (MHE, na sigla boliviana) da Bolívia. O acordo não estabelece apenas regras para comercialização de fertilizantes e NaCl entre os dois países, mas também pretende promover a integração energética entre os vizinhos. Segundo o acordo, empresas e entidades de cada país se comprometem a comunicar suas disponibilidades de ureia, NPK, potássio e ureia de liberação lenta, a serem determinadas de acordo com as necessidades; avaliar como executar contratos de compra e venda; identificar potenciais clientes e possíveis destinações para fertilizantes e NaCl; e a estabelecer mecanismos de cooperação em estratégias de mercado. O acordo terá duração de cinco anos e poderá ser estendido pelo mesmo período. Por João Petrini Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2024. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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