Visão geral
O mercado global de aromáticos é composto por vários mercados de produtos diversos e pode ser afetado por muitos fatores.
O benzeno é uma commodity altamente comercializada e volátil devido à sua natureza predominantemente coproduzida e ao fornecimento imprevisível. O estireno, o maior derivado do benzeno, representa cerca de 50pc da demanda global de benzeno. Qualquer pessoa envolvida na indústria de benzeno — direta ou indiretamente — precisa de informações sobre o mercado e os preços para antecipar escassez de fornecimento e grandes flutuações nos preços.
Entretanto, os mercados de isômeros de tolueno e xileno estão interligados com os mercados globais de gasolina. O tolueno e os xilenos são commodities altamente comercializadas que criam muito interesse na indústria devido aos vários fatores que afetam o crescimento da demanda. Fora de sua interrelação com os mercados de gasolina, os principais usos finais dessas commodities variam em todo o mundo, desde fibras de poliéster e embalagens de alimentos e bebidas até a construção. Qualquer pessoa envolvida nas indústrias de tolueno e xilenos — direta ou indiretamente — precisa de informações sobre como os mercados de tolueno e xilenos podem ou irão afetar seus negócios, a partir dos custos de matérias-primas ou como um indicador de preço para produtos a jusante.
Nossos especialistas em aromáticos irão ajudá-lo a determinar quais tendências acompanhar e como permanecer competitivo nos mercados globais em constante mudança de hoje.
Últimas notícias sobre aromáticos
Navegue pelas últimas notícias do mercado sobre a indústria global de serviços aromáticos.
Metanol enfrenta cenário de oferta apertada
Metanol enfrenta cenário de oferta apertada
Sao Paulo, 8 April (Argus) — O suprimento de metanol no Brasil está apertado, em um momento de dificuldades com frete marítimo ao Brasil e maior competição por cargas de outros mercados, incluindo Europa e Ásia. O custo do frete marítimo aumentou desde o início da guerra entre Estados Unidos-Israel contra o Irã, com escassez de navios disponíveis para o transporte. Distribuidores de metanol reportam que alguns fornecedores estão limitando os volumes disponíveis no mercado à vista, enquanto mantêm as quantidades previstas em contratos. As usinas de biodiesel estão mantendo a estratégia de aquisição de produto, que normalmente inclui um mix entre contratos e compras bimestrais para pronta-entrega. O Brasil importou aproximadamente 350.000t de metanol entre janeiro-março de 2026, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), queda de mais de 10pc frente às cerca de 395.000t no mesmo período um ano atrás. Praticamente todo o volume foi originado em Trinidad e Tobago (28pc), Argentina (22pc), EUA (21pc), Chile (17pc), Venezuela (7pc) e Rússia (5pc). Outras 117.000t de metanol devem desembarcar nos portos brasileiros em abril, de acordo com a plataforma de rastreamento de navios Kpler. Se confirmado, o número representará queda de 11pc ante igual mês do ano passado. O consumo de metanol pela indústria do biodiesel subiu quase 15pc entre janeiro-fevereiro, na comparação anual, para aproximadamente 140.000t, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados de março ainda não estão disponíveis. Neste mesmo período de dois meses, o Brasil importou cerca de 200.000t de metanol. A indústria do biodiesel normalmente representa cerca de dois terços da demanda doméstica. O custo de reposição de estoques aumentou significativamente neste ano. Menor disponibilidade de volume e um cenário altamente incerto fez alguns vendedores segurarem ofertas no mercado spot para entrega em maio, na expectativa por preços mais elevados à frente. O indicador da Argus para o metanol alfandegado sem impostos fob Paranaguá chegou a R$2.580/t ($500/t) na última semana, frente a aproximadamente R$1.945/t em 27 de fevereiro, antes da guerra no Oriente Médio. O índice da Argus de contratos nos Estados Unidos, que inclui os preços sem desconto em contratos da Methanex e da Valenz, avançou 31pc em abril ante março, para $1.249,90/t. Usinas de biodiesel negociam descontos sobre os preços em contrato, que alcançam, em média, 54pc no Brasil. Competição internacional Vendedores também enfrentam competição crescente da Europa e da Ásia por abastecimento de metanol, resultado das mudanças nos fluxos globais após a guerra no Oriente Médio e o fechamento do estreito de Ormuz. Preços mais elevados fora das Américas estão fortalecendo o interesse por metanol produzido nos EUA, à medida que compradores internacionais buscam garantir suprimento norte-americano. Os volumes negociados no mercado spot dos EUA dobraram desde o início da guerra, no final de fevereiro, com ao menos 52.800t sendo negociadas em março-abril, em comparação a 26.400t entre janeiro-fevereiro. Foi reportado à Argus que um produtor comprou a maior parte de seu volume no mercado spot para destiná-lo à exportação. Os EUA já eram um exportador líquido de metanol, mas problemas de abastecimento no Oriente Médio fortaleceram o interesse pelo produto do país. Adicionalmente, o fechamento do estreito de Ormuz coloca até 17 milhões de t/ano de metanol em risco. Alguns distribuidores demonstram cautela quanto ao suprimento de metanol no mercado à vista do Brasil nos próximos meses, alertando para a possibilidade de redirecionamento de cargas inicialmente destinadas ao Brasil. Por Fernando Ladeira e Steven McGinn Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Biometano, B16 e E35 devem pautar debate após Carnaval
Biometano, B16 e E35 devem pautar debate após Carnaval
Sao Paulo, 13 February (Argus) — O avanço de novos mandatos de mistura de biocombustíveis em combustíveis fósseis e a definição de parâmetros fundamentais para o funcionamento do mercado de biometano devem ser pautas candentes no debate da transição energética no Brasil, na volta do feriado de Carnaval. Os assuntos, tratados na Lei do Combustível do Futuro, estão em discussão no âmbito do Poder Executivo, que deve avançar na regulamentação da norma em março. Eles também figuram entre os temas prioritários da Coalizão pelos Biocombustíveis — iniciativa recém-lançada pelas frentes parlamentares da agropecuária, do biodiesel, do etanol e da economia verde com o objetivo de reunir forças políticas e econômicas no debate da transição energética no país. Escolhido coordenador da nova coalizão, o deputado federal Arnaldo Jardim argumenta que o país está pronto para avançar em estudos de viabilidade técnica para o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina até 35pc, ante atuais 30pc. No caso do biodiesel, ele defende que a elevação da mescla de 15pc para 16pc deve ser feita "o mais rapidamente possível". "Nosso parque instalado de produção está operando com capacidade ociosa. Ou seja, temos capacidade para produzir e temos um [nível de] preço adequado", disse em entrevista à Argus. O parlamentar foi relator do projeto que resultou na Lei do Combustível do Futuro, um dos marcos normativos para a pauta do desenvolvimento sustentável no país, e hoje preside a Comissão de Transição Energética da Câmara dos Deputados, além de atuar como diretor da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo. Biometano e Cgob No caso do biometano, a expectativa é de que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decida, nas próximas semanas, sobre o nível de mistura ao gás natural, além das propriedades do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (Cgob). Na avaliação do deputado, as discussões sobre o atributo ambiental e a meta de mistura estão bem estabelecidas, mas o governo ainda hesita na definição sobre a interação entre Cgob e instrumentos internacionais. O parlamentar advoga que o Brasil deve encaminhar acordos bilaterais com outros países para garantir o reconhecimento internacional do Cgob — o que muitos participantes do mercado veem como fundamental para a expansão de mercados consumidores para seus produtos. Outro ponto sensível no debate sobre o biometano envolve um eventual risco de "dupla contagem" do atributo ambiental no caso de emissões simultâneas de Cgob e créditos de descarbonização (Cbios). Tal tese é rechaçada pelo deputado. "São características muito distintas desses dois instrumentos", argumentou. Para Jardim, a experiência recente com a Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) e com a criação do Cbio também poderá auxiliar no processo de consolidação das novas regras discutidas para o mercado de biometano. Ele acredita que as vitórias recentes obtidas pelo governo contra questionamentos jurídicos ao programa dão fôlego à pauta da transição energética. "Acredito que o Renovabio se consolida. É uma das experiências internacionais mais interessantes em termos de economia verde. Sua experiência foi muito incorporada na formatação do Cgob. Acho que são instrumentos que já nascem a partir do amadurecimento da experiência do Renovabio", disse. Na leitura do parlamentar, o arcabouço legal construído pelas normas recentes coloca o Brasil na vanguarda dos biocombustíveis. Agora a ideia, diz ele, é avançar com uma proposta objetiva para o chamado "Mapa do Caminho", com iniciativas de redução gradual na dependência de combustíveis fósseis e descarbonização. Por Marcos Mortari Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Parada em refinaria altera fluxos logísticos de claros
Parada em refinaria altera fluxos logísticos de claros
Sao Paulo, 9 February (Argus) — A diminuição na oferta de diesel pela Refinaria de Mataripe alterou os fluxos logísticos no Nordeste pelas distribuidoras de combustíveis entre o final do ano passado e o início deste, demandando uma adaptação nas rotas e encarecendo o custo do transporte. O frete rodoviário para entrega de diesel e gasolina na região Nordeste subiu 19pc em dezembro ante novembro, para R$157,30/m³, segundo dados levantados pela Argus junto a distribuidores de combustíveis. Um acidente na Refinaria de Mataripe (BA), causado por um curto-circuito na unidade U-27, foi registrado em 12 de dezembro. As operações retornaram à normalidade em meados de janeiro, segundo participantes de mercado. Procurada, a Acelen, operadora da refinaria, não respondeu aos questionamentos da Argus. Para atender à demanda na região, distribuidores recorreram principalmente ao suprimento via Ipojuca (PE), que somou 58pc dos volumes enviados à região no período, subindo de 51,5pc no mês anterior. São Luís (MA) e Betim (MG) também tiveram participação crescente no fornecimento de volumes, subindo para 7pc e 1,8pc, respectivamente, de 2pc e da estabilidade observada um mês antes. As distâncias percorridas para entrega de produtos claros no Nordeste aumentaram 25pc em dezembro, para uma média de 558km. Essa é a maior distância percorrida na região desde junho de 2025. A diminuição no fornecimento da refinaria na Bahia ocorreu em um momento de elevada demanda. As vendas de diesel B subiram 7pc no Nordeste em dezembro, na comparação anual, e a comercialização de gasolina C atingiu volume recorde no mês, após alta de quase 12pc ante o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao menos nove refinarias devem passar por paradas programadas para manutenção entre janeiro-fevereiro, segundo calendário disponibilizado pela ANP. Elas totalizam 60pc da produção de diesel e gasolina em 2025. Eventos de parada programada, no entanto, costumam ter impacto mais limitado no suprimento. O aumento nos custos logísticos para entrega de produto no Nordeste foi acompanhado apenas pela região Norte, com uma alta de 4pc nos preços, para R$174,30/m³. Entregas no Sudeste, Centro-Oeste e Sul registraram quedas de 19,4pc, 8pc e 1pc, respectivamente, para R$96,10/m³, R$143,90/m³ e R$102,40/m³. Nacionalmente, o frete médio para transporte rodoviário de combustíveis recuou quase 8pc, para R$116,11/m³. Queda no Sudeste A redução nos fretes do Sudeste está atrelada a um maior suprimento local no Rio de Janeiro. Produtos originados em Duque de Caxias responderam por 21pc dos volumes destinados à região, ante 10pc no mês anterior. Quase a totalidade deste volume foi direcionado para dentro do estado, diminuindo a participação de São Paulo no suprimento fluminense e encurtando as distâncias médias percorridas na região Sudeste em 23,5pc no período, para 309km. A produção de combustíveis claros na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) aumentou 7,6pc em dezembro ante novembro, para 537.156m³, segundo dados da ANP. Por Fernando Ladeira Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
STJ endossa Cbios, mas estoques limitam preços
STJ endossa Cbios, mas estoques limitam preços
Sao Paulo, 5 February (Argus) — A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de suspender liminares que blindavam distribuidoras inadimplentes em créditos de descarbonização (Cbios) de sanções previstas na legislação pode ampliar a demanda esperada por títulos no ciclo de 2026, mas com efeitos limitados sobre os preços. O movimento foi visto por participantes do mercado como um endosso institucional relevante para a Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) em um momento ainda desafiador para autoridades públicas no enforcement da nova lei dos Cbios (Lei nº 15.082/2024) e diante de persistente judicialização. A avaliação é de que o instrumento confere maior autoridade à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na aplicação de retaliações contra empresas em desconformidade com a política pública e pode frear novas decisões contrárias ao Renovabio em instâncias inferiores do Poder Judiciário. Ao menos 43 processos questionando o Renovabio tramitam em diversas esferas do Poder Judiciário, sendo que seis haviam resultado em liminares favoráveis a distribuidores, segundo levantamento feito pelo governo federal. Na prática, a suspensão das liminares tende a aumentar a percepção de risco de distribuidoras inadimplentes, gerando um impulso na demanda por Cbios, mas com capacidade limitada de pressionar a abundância de créditos em estoque e um ritmo acelerado de emissões esperadas para o ciclo atual. Perfil da inadimplência Das 160 distribuidoras registradas no Renovabio, 61 iniciaram o ano de 2025 com algum saldo de Cbios devidos de ciclos anteriores, segundo a ANP. O grupo de empresas enquadradas como inadimplentes do programa encerrou o ano com 29 nomes. A redução na taxa de inadimplência ao Renovabio contribuiu para elevar o percentual de cumprimento da meta em 2025 para 82pc, ante 77pc registrados no ano anterior. O resultado foi comemorado por defensores do programa, mas ainda é avaliado como tímido, considerando alterações legislativas recentes que endureceram a punição a empresas em desconformidade. Os dados da ANP mostram que 17 distribuidoras mantinham algum processo judicial relacionado ao Renovabio ao final do ano passado, sendo que apenas 7 apareciam com volumes de títulos aposentados abaixo do mínimo de 85pc estabelecido pela Lei dos Cbios (Lei nº 13.576/2017). Deste grupo, só 3 não aposentaram nenhum Cbio em 2025, de acordo com os registros oficiais. Oferta forte limita avanço de preço Na avaliação de participantes do mercado, as próximas semanas darão pistas relevantes quanto aos impactos concretos da decisão do STJ sobre a demanda por Cbios, mas os preços podem ter avanços limitados no período. O elevado nível de estoques herdado dos ciclos anteriores e as expectativas por produção recorde de etanol na próxima safra devem pressionar o preço para baixo. O ano de 2026 começou com 19,611 milhões de Cbios nas mãos dos mais diversos atores do mercado, sendo 71pc com a chamada "parte não-obrigada" (produtores de biocombustíveis registrados no Renovabio) e o restante concentrado em distribuidores. Além disso, parte dos distribuidores inadimplentes se antecipou à compra de papéis, mesmo ainda questionando o Renovabio em diferentes instâncias do Poder Judiciário, buscando aproveitar os níveis de preço mais baixos praticados neste momento no mercado. O preço médio do Cbio atingiu R$29,60 em 3 de fevereiro, cerca de 61pc abaixo do patamar observado um ano antes. Apesar de insatisfeitos com os níveis atuais, muitos produtores de biocombustíveis intensificaram movimentações na última quarta-feira, acelerando vendas na faixa de R$30 em busca de reforço de caixa. Tal postura reforçou entre agentes do mercado a percepção de que podem ser necessários outros vetores para sustentar altas mais expressivas nos preços, como não só diminuição expressiva na inadimplência, mas também metas mais agressivas de aposentadorias de Cbios nos próximos ciclos. Por Marcos Mortari Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
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