Visão Geral

A indústria de fertilizantes viu mudanças dramáticas na dinâmica do mercado, com desafios impostos por mudanças políticas e regulatórias, instabilidade política, conflitos e novas realidades macroeconômicas. O impulso para a transição energética e metas ambiciosas de carbono zero também abriu o setor para novos entrantes e novas oportunidades.

É mais vital do que nunca que os participantes do mercado tenham uma visão geral - para capitalizar as oportunidades e gerenciar o risco dos desafios.

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Últimas notícias sobre fertilizantes

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05/02/26

STJ endossa Cbios, mas estoques limitam preços

STJ endossa Cbios, mas estoques limitam preços

Sao Paulo, 5 February (Argus) — A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de suspender liminares que blindavam distribuidoras inadimplentes em créditos de descarbonização (Cbios) de sanções previstas na legislação pode ampliar a demanda esperada por títulos no ciclo de 2026, mas com efeitos limitados sobre os preços. O movimento foi visto por participantes do mercado como um endosso institucional relevante para a Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) em um momento ainda desafiador para autoridades públicas no enforcement da nova lei dos Cbios (Lei nº 15.082/2024) e diante de persistente judicialização. A avaliação é de que o instrumento confere maior autoridade à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na aplicação de retaliações contra empresas em desconformidade com a política pública e pode frear novas decisões contrárias ao Renovabio em instâncias inferiores do Poder Judiciário. Ao menos 43 processos questionando o Renovabio tramitam em diversas esferas do Poder Judiciário, sendo que seis haviam resultado em liminares favoráveis a distribuidores, segundo levantamento feito pelo governo federal. Na prática, a suspensão das liminares tende a aumentar a percepção de risco de distribuidoras inadimplentes, gerando um impulso na demanda por Cbios, mas com capacidade limitada de pressionar a abundância de créditos em estoque e um ritmo acelerado de emissões esperadas para o ciclo atual. Perfil da inadimplência Das 160 distribuidoras registradas no Renovabio, 61 iniciaram o ano de 2025 com algum saldo de Cbios devidos de ciclos anteriores, segundo a ANP. O grupo de empresas enquadradas como inadimplentes do programa encerrou o ano com 29 nomes. A redução na taxa de inadimplência ao Renovabio contribuiu para elevar o percentual de cumprimento da meta em 2025 para 82pc, ante 77pc registrados no ano anterior. O resultado foi comemorado por defensores do programa, mas ainda é avaliado como tímido, considerando alterações legislativas recentes que endureceram a punição a empresas em desconformidade. Os dados da ANP mostram que 17 distribuidoras mantinham algum processo judicial relacionado ao Renovabio ao final do ano passado, sendo que apenas 7 apareciam com volumes de títulos aposentados abaixo do mínimo de 85pc estabelecido pela Lei dos Cbios (Lei nº 13.576/2017). Deste grupo, só 3 não aposentaram nenhum Cbio em 2025, de acordo com os registros oficiais. Oferta forte limita avanço de preço Na avaliação de participantes do mercado, as próximas semanas darão pistas relevantes quanto aos impactos concretos da decisão do STJ sobre a demanda por Cbios, mas os preços podem ter avanços limitados no período. O elevado nível de estoques herdado dos ciclos anteriores e as expectativas por produção recorde de etanol na próxima safra devem pressionar o preço para baixo. O ano de 2026 começou com 19,611 milhões de Cbios nas mãos dos mais diversos atores do mercado, sendo 71pc com a chamada "parte não-obrigada" (produtores de biocombustíveis registrados no Renovabio) e o restante concentrado em distribuidores. Além disso, parte dos distribuidores inadimplentes se antecipou à compra de papéis, mesmo ainda questionando o Renovabio em diferentes instâncias do Poder Judiciário, buscando aproveitar os níveis de preço mais baixos praticados neste momento no mercado. O preço médio do Cbio atingiu R$29,60 em 3 de fevereiro, cerca de 61pc abaixo do patamar observado um ano antes. Apesar de insatisfeitos com os níveis atuais, muitos produtores de biocombustíveis intensificaram movimentações na última quarta-feira, acelerando vendas na faixa de R$30 em busca de reforço de caixa. Tal postura reforçou entre agentes do mercado a percepção de que podem ser necessários outros vetores para sustentar altas mais expressivas nos preços, como não só diminuição expressiva na inadimplência, mas também metas mais agressivas de aposentadorias de Cbios nos próximos ciclos. Por Marcos Mortari Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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Empresas brasileiras de adubo anunciam fusão


03/02/26
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03/02/26

Empresas brasileiras de adubo anunciam fusão

Sao Paulo, 3 February (Argus) — As empresas brasileiras de fertilizantes Massari Fértil e Morro Verde anunciaram a fusão de suas operações em 30 de janeiro. A fusão ocorrerá por meio de uma troca de ações entre as empresas, sem qualquer investimento financeiro. A Massari manterá o controle da nova empresa. A capacidade de produção conjunta das operações será de 3 milhões de toneladas (t)/ano de fertilizantes NPK, podendo expandir para 5 milhões de t/ano em três anos. A fusão reúne ativos de mineração, fábricas e operações logísticas nos estados de Minas Gerais e São Paulo. O portfólio da empresa terá como foco fertilizantes minerais contendo fósforo, calcário, potássio, enxofre e magnésio. O objetivo é atender à demanda por fertilizantes dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, do Matopiba, que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e da região Centro-Oeste. A Massari Fértil é uma empresa brasileira localizada na cidade de Salto de Pirapora, em São Paulo. A companhia tem capacidade de produção superior a 1,2 milhão de t/ano de fertilizantes e aditivos minerais. A Morro Verde é uma empresa brasileira controlada pela Ore Investments, com participação minoritária do Grupo Frontera Minerals. Sua atuação é na exploração e distribuição de minerais. A companhia está localizada na cidade de Pratápolis, em Minas Gerais. Por João Petrini Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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Produção de EVs no Brasil deve saltar em 2026


07/01/26
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07/01/26

Produção de EVs no Brasil deve saltar em 2026

Sao Paulo, 7 January (Argus) — A produção de veículos elétricos (EVs, na sigla em inglês) no Brasil vai disparar em 2026, à medida que mais montadoras chinesas abrem plantas de montagem no país, e fabricantes de outras nacionalidades começam a responder com seus próprios modelos eletrificados, uma mudança que deve desacelerar o crescimento de importações de EVs. O mercado brasileiro de EVs vem sendo sustentado por importações desde o primeiro boom de carros elétricos chineses no Brasil, em 2023, quando BYD e GWM importaram cerca de 30.000 unidades, de acordo com dados da associação brasileira de veículos elétricos (ABVE). Espera-se que isso mude em 2026, com o escalonamento — ou início — de produção das linhas de montagem de pelo menos seis marcas chinesas, além do lançamento de diversos novos veículos eletrificados fabricados localmente por montadoras tradicionais. Geely , MG Motor e Omoda/Jaecoo — uma marca do grupo Chery — têm planos de começar a montar EVs no Brasil em 2026. BYD, GWM e Chevrolet, esta por meio de uma joint-venture com as chinesas SAIC e Wuling, iniciaram a montagem de carros elétricos no país já em 2025. A Chery fabrica carros tanto eletrificados, quanto à combustão no Brasil desde 2017. As fabricantes chinesas vêm, nos últimos três anos, intensificando sua presença no mercado latino-americano — e seus veículos têm tido uma alta taxa de aceitação na região. Marcas da China foram responsáveis por cerca de 10pc dos veículos de passeio vendidos no Brasil em 2025, segundo dados da consultoria especializada Bright Consulting. Diversas montadoras chinesas já veem o Brasil como um polo industrial capaz de montar veículos localmente e vendê-los tanto no mercado brasileiro quanto em outros países da América Latina. A Bright projeta que as vendas de veículos elétricos no Brasil mais que dobrem em 2026, passando de 275 mil para 600 mil unidades, alcançando 22,9pc do total das vendas esperadas no país para este ano. Os carros chineses devem representar pouco menos da metade das vendas de EVs no país em 2026, com 270.000 unidades, um aumento de 61pc em comparação com o ano anterior. Desse total, 170.000 automóveis devem ser importados da China. Em 2025, montadoras chinesas importaram cerca de 140.000 unidades prontas para serem vendidas, segundo a Bright. Os outros 100.000 veículos elétricos que as montadoras chinesas pretendem vender no Brasil neste ano serão montados em território nacional, de acordo com a Bright. Esse movimento vai, efetivamente, limitar o crescimento das importações de EVs, dado que a oferta doméstica reduzirá a necessidade de trazer carros prontos da China. BYD, GWM e Chevrolet montaram um total de 25.000 carros elétricos no Brasil em 2025, segundo estimativas da Argus com base em dados publicados pelas montadoras. Marcas chinesas e montadoras tradicionais vão fabricar algo entre 250.000-300.000 EVs no Brasil em 2026, fazendo deste o primeiro ano em que o país terá uma produção relevante de carros elétricos. A contraofensiva das montadoras tradicionais Marcas tradicionais com produção de carros à combustão já estabelecida no Brasil devem intensificar o desenvolvimento e a produção de veículos elétricos em 2026 para disputar a preferência dos consumidores brasileiros com as montadoras chinesas, disse a Bright. A receptividade dos consumidores brasileiros a marcas chinesas — e EVs no geral — aumentou depois da pandemia da Covid-19, época em que as montadoras tradicionais subiram os preços e fabricantes da China entraram no mercado com carros relativamente mais acessíveis equipados com mais tecnologia e designs mais modernos. Carros elétricos estão se tornando cada vez mais populares entre os consumidores brasileiros e já conquistaram mercado mesmo fora das grandes cidades. Motoristas que percorrem longas distâncias diariamente podem economizar até R$ 2.500 por mês devido à diferença entre os custos da eletricidade e dos combustíveis, segundo a gestora de pontos de recarga Tupi. Marcas como Stellantis, Volkswagen e Toyota têm planos de fabricar novos modelos híbridos em 2026. A maioria desses lançamentos será de modelos híbridos leves (MHEV), um veículo à combustão equipado com uma pequena bateria não plug-in de 12V ou 48V que auxilia o motor — geralmente flex — e melhora sua eficiência. MHEVs são legalmente considerados EVs no Brasil, sendo elegíveis a isenções de IPVA em alguns estados, além de outros benefícios oferecidos a carros elétricos plenos. Híbridos leves são, geralmente, mais baratos do que híbridos plenos (HEV) e costumam ser vendidos por marcas mais conhecidas pelo consumidor brasileiro, fazendo deles uma opção mais atraente para um comprador que procura um EV mais barato ou uma marca mais estabelecida. A Bright espera que 200.000 MHEVs sejam vendidos no Brasil em 2026, sendo a maioria fabricada localmente. A Caoa Chery, outra marca do grupo Chery, é a única chinesa que produz MHEVs no Brasil. Suas compatriotas vendem apenas EVs plenos, incluindo HEVs e carros 100pc elétricos. A Toyota é a única montadora não chinesa que produz HEVs no país. A Bright projeta que um total de 2,62 milhões de veículos sejam vendidos no Brasil em 2026, um aumento de 2,3pc em relação às 2,56 milhões de unidades comercializadas em 2025. Por Pedro Consoli Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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Movimentação de carga sobe nos portos do Paraná


07/01/26
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07/01/26

Movimentação de carga sobe nos portos do Paraná

Sao Paulo, 7 January (Argus) — A movimentação de carga nos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, subiu em dezembro com o aumento das exportações de milho e soja. Os dois portos movimentaram cerca de 5,9 milhões de toneladas (t) de carga em dezembro, alta de 28,5pc ante o mesmo mês de 2024. As exportações totalizaram cerca de 3,6 milhões de t no mês, alta de 66,3pc em relação ao mesmo mês de 2024. Os embarques de milho subiram para 522.500t em dezembro, comparados às 58.300t exportadas em 2024. As exportações de soja atingiram 923.832t, ante 202.295t embarcadas em dezembro de 2024. As importações ficaram em 2,3 milhões de t, uma queda de 5pc em relação às quase 2,4 milhões de t importadas um ano antes. As importações de fertilizantes caíram 14pc, para 1 milhão de t, em comparação com quase 1,2 milhão de t em 2024. Volumes sobem em 2025 Os portos do Paraná movimentaram 73,5 milhões de t em 2025, um aumento de 10,1pc em relação às quase 66,8 milhões de t de 2024 e um recorde na história dos portos. As exportações subiram 15,1pc em 2025 ante o ano anterior, atingindo quase 46,1 milhões de t. Os embarques de milho totalizaram 5,1 milhões de t, comparado com 1,1 milhão de t em 2024. As exportações de soja subiram 11pc, para 14,7 milhões de t. As importações subiram 2,6pc em 2025, para cerca de 27,4 milhões de t, comparadas ao ano anterior. As importações de fertilizantes totalizaram cerca de 11,6 milhões de t, alta de 4pc em relação ao ano passado. Os números de novembro foram divulgados com atraso. No mês, os portos movimentaram 6,4 milhões de t, um aumento de 9pc em relação ao mesmo mês de 2024. Por Gisele Augusto Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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Petrobras retoma operações da Fafen em Sergipe


06/01/26
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06/01/26

Petrobras retoma operações da Fafen em Sergipe

Sao Paulo, 6 January (Argus) — A Petrobras retomou as operações na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) localizada na cidade de Laranjeiras, em Sergipe, encerrando uma paralisação de 21 meses na produção. O anúncio foi feito pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, nas redes sociais e confirmado pelo governo de Sergipe. A Fafen Sergipe retomou a produção de amônia em 31 de dezembro, marcando a retomada das operações. A unidade tem capacidade para produzir até 650.000 toneladas (t)/ano de ureia, 450.000t/ano de amônia e 320.000t/ano de sulfato de amônio (SA). As operações da Fafen Sergipe estavam paralisadas desde março de 2024, quando eram administradas pela empresa química brasileira Unigel, que também gerenciava as operações da Fafen em Camaçari, na Bahia. A Unigel, enfrentando dificuldades financeiras, entrou com pedido de recuperação judicial duas vezes. Por conta disso e em linha com o plano estratégico da Petrobras de investir no setor de fertilizantes, a empresa iniciou o processo de retomada do controle das Fafens em abril de 2025. Em setembro, a Petrobras firmou contrato com a empresa brasileira de manutenção e gestão industrial Engeman para a retomada das operações nas Fafens. Por João Petrini Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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