The window of opportunity to address climate change is narrowing rapidly, according to the UN Intergovernmental Panel on Climate Change's (IPCC) latest report. "Climate-resilient development pathways" are being progressively constrained by every increment of warming, in particular beyond 1.5°C, the report from the IPCC working group 2 finds — the group looks at climate impacts, adaptation and vulnerability. "Any further delay in concerted global action will miss a brief and rapidly closing window to secure a liveable future," working group 2 co-chair Hans-Otto Portner says. The IPCC's working group 3, focusing on climate change mitigation, is due to release its report in April, while the IPCC is due to publish its sixth assessment report just before the UN's Cop 27 climate conference in Egypt in November. "The world faces unavoidable multiple climate hazards over the next two decades with global warming of 1.5°C. Even temporarily exceeding this warming level will result in additional severe impacts, some of which will be irreversible," the report says. Moves to limit global warming to 1.5°C would substantially reduce the threat to humanity and ecosystems, but cannot eliminate them, the IPCC says.
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CNPE define meta de 48mi de Cbios em 2026
CNPE define meta de 48mi de Cbios em 2026
Sao Paulo, 30 December (Argus) — O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou hoje a meta de descarbonização no âmbito da Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio), definida em 48,09 milhões de créditos de descarbonização (Cbio) em 2026. O valor está alinhado à proposta do governo na recente consulta pública do setor, mas é inferior aos 51 milhões-52 milhões de Cbios que os produtores de biocombustíveis recomendaram para promover maior cumprimento e impulsionar a demanda pelo crédito. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabeleceu metas individuais preliminares para distribuidores de combustíveis com base nos dados de participação de mercado entre janeiro-outubro deste ano. As metas definitivas serão publicadas até 31 de março de 2026, após os abatimentos de compras de biocombustíveis em contratos de longo prazo e ajustes ao cumprimento de normas dos anos anteriores. O Itaú BBA projeta que a meta estabelecida, combinada com obrigações descumpridas de 2025 mais as deduções de contratos de longo prazo, totalizem cerca de 3 milhões de Cbios. As metas individuais podem chegar a aproximadamente 52,5 milhões de Cbios. Os estoques que serão carregados de 2025 para 2026 podem chegar a 36,1 milhões de Cbios. A geração de biodiesel deve somar 8,3 milhões de créditos, enquanto as de biometano podem contribuir com outros 200.000 créditos, somando uma oferta total de cerca de 44,6 milhões de Cbios ao longo do ano. Com esses estoques, o Itaú BBA calcula uma disponibilidade agregada de 61,7 milhões de Cbios, muito acima do meta efetiva de 52,5 milhões. Até em caso de inadimplência zero, o superávit final pode chegar a 9 milhões de Cbios. Em um cenário-base de 85pc de adesão, o superávit pode diminuir para 17,1 milhões de Cbios, sendo ainda suficiente para manter os preços baixos. O relatório afirma que os preços de Cbios devem permanecer sob pressão, barrando obstáculos judiciais ou alterações de enforcement pela ANP. O texto também destaca que aumentos de mesclas em combustíveis fósseis podem influenciar futuros ajustes da meta. Por Rebecca Gompertz Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2025. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Metanol: Mercado se ajusta à nova dinâmica no spot
Metanol: Mercado se ajusta à nova dinâmica no spot
Sao Paulo, 29 December (Argus) — Novos fluxos de importação de metanol a partir de Rússia e Omã em 2025 aumentaram a competitividade do produto colocado no mercado à vista. Negociações por descontos maiores nos contratos de fornecimento, no entanto, devem limitar avanços mais significativos do spot no próximo ano. O aumento na diferença de preços entre contratos para pronta-entrega e entregas a termo tem levado usinas de biodiesel a negociarem descontos maiores. O segmento representa cerca de metade das aquisições de metanol no país. Até a reta final de 2025, o padrão para negociações utilizado pelas usinas era de descontos médios de 44pc em relação aos valores estabelecidos pelos principais fornecedores. Os produtores de biodiesel agora reivindicam descontos próximos a 50pc ou mais, em movimento que deve se estender por 2026. Parte das usinas de biodiesel tem intenção de aumentar a parcela de compras no mercado à vista e buscam aproveitar as oportunidades de preço que se apresentaram recentemente. Os volumes via contrato ainda representam a maior parte do mercado. A diferença de preço entre as duas modalidades mais que dobrou entre junho-dezembro, avançando de R$436/t para R$928/t, mostram os indicadores da Argus. Produtores de metanol argumentam que os níveis praticados no mercado à vista são insustentáveis para a manutenção das operações no médio ao longo prazo. A retração dos preços no spot é atrelada a uma sobreoferta de metanol devido à entrada de novas origens. O fortalecimento no combate a fraudes, atraso na implementação dos novos mandatos de mescla de biodiesel e uma desaceleração maior que a esperada nas vendas de biodiesel contribuem para a sensação de excesso de produto disponível. Cargas provenientes de Rússia e Omã começaram a chegar aos portos brasileiros em maio. Até novembro, foram contabilizadas 72.574 toneladas (t) de produto nacionalizado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Isso representa 7pc do total de 1,0 milhão de t importadas no período. As usinas de biodiesel não acompanharam o aumento nas importações de metanol. Em parte, produtoras foram afetadas pelo atraso na alta da mescla para 15pc de biodiesel (B15), inicialmente esperada para março, mas efetivada somente em agosto . A demanda das usinas por metanol cresceu 2,5pc entre janeiro-outubro, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os desembarques nos portos brasileiros avançaram 6,1pc, conforme dados da plataforma especializada no monitoramento de navios Kpler. A operação Carbono Oculto contribuiu para afetar o balanço entre oferta e demanda, retirando do mercado parte de um volume com destinação irregular. Deflagrada no fim de agosto , a operação desvendou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis que envolvia a importação ilegal de metanol por meio do porto de Paranaguá. Oferta e demanda Participantes de mercado esperam um novo atraso no aumento do mandato de mescla do biodiesel em 2026. Produtoras de metanol relatam que as negociações por renovações de contratos para fornecimento de gás — principal matéria-prima para produção de metanol — estão atrasadas em Trinidad e Tobago, oferecendo menor clareza de preços à frente. A relação entre Estados Unidos-Venezuela, diante da mobilização de forças militares norte-americanas no Caribe, e uma eventual retirada das sanções da Europa e dos EUA contra a Rússia também seguem no radar. O fluxo de metanol entre Rússia-Brasil se desenvolveu após o fechamento do mercado europeu para o país em conflito com a Ucrânia. Distribuidores de produto russo argumentam que a rota para o Brasil está consolidada. Carregamentos de Trinidad e Tobago, Venezuela e Rússia corresponderam a mais da metade do metanol que desembarcou no Brasil em 2025. Empresas com base nas mesmas origens de importação atuais, que ainda não integram o mercado brasileiro, estudam ingressar neste segmento. O cenário de alta concorrência e preços em queda pode inibir avanços nos próximos meses. Pela ótica da demanda, a expectativa é de maior procura do setor de biodiesel. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta crescimento de quase 6pc nas buscas por biodiesel , para 10,5 milhões de m³ em 2026. O cálculo considera a manutenção do atual mandato de mescla do biodiesel no diesel de 15pc. Apesar do provável atraso no aumento da mescla, produtores de biodiesel mantêm o plano de investimentos em novas plantas, visando a demanda crescente nos anos seguintes. Por Fernando Ladeira Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2025. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Importações de etanol podem dobrar na entressafra
Importações de etanol podem dobrar na entressafra
Sao Paulo, 18 December (Argus) — As importações de etanol pelo Brasil devem acelerar até o fim de março de 2026, refletindo a arbitragem favorável para o produto estrangeiro e complementando a oferta, em um ambiente de estoques curtos e preços elevados no mercado doméstico . Participantes do mercado estimam que 230.000-250.000m³ de etanol importado sejam entregues no país entre dezembro 2025-março 2026, período de entressafra de cana-de-açúcar no Centro-Sul. Se concretizado, será o maior volume importado para o período de quatro meses desde a safra 2020-21, quando somou 274.723m³, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). As importações de etanol somaram quase 243.400m³ entre abril-novembro de 2025, mostram os dados oficiais. A expectativa é de que Argentina e Paraguai sejam os principais fornecedores do produto nos próximos meses. Pelo acordo do Mercosul, as importações a partir desses países são isentas da tarifa de 18pc – ao contrário do que parte dos Estados Unidos. Os desembarques chegariam para atender parte da demanda doméstica, enquanto o Brasil encara níveis de estoques mais baixos que na safra anterior. Os estoques disponíveis de etanol hidratado somavam 4,9 milhões de m³ em 30 de novembro, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). É 26pc a menos na comparação com o mesmo período de 2024. Os estoques de anidro totalizavam 3,5 milhões de m³, volume 15pc inferior na comparação anual. As reservas curtas decorrem, em parte, de uma safra de cana que teve seu desenvolvimento e qualidade afetados negativamente pela seca e pelas queimadas de 2024. O resultado foi uma moagem de cana e produção de etanol aquém da safra anterior. O Centro-Sul fabricou 29,5 milhões de m³ de etanol entre o início da safra, em abril, e 1º de dezembro, queda de 5pc em relação à 2024, de acordo com os dados mais recente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). O atual ciclo já havia se iniciado com estoques de passagem inferiores , por causa do consumo aquecido de etanol em 2024-25. Em agosto, as preocupações com a oferta aumentaram, com o aumento da mescla de E27 para E30 . Ao longo do segundo semestre, produtores sinalizaram a preferência por não exercer a cláusula de flexibilidade nos contratos de anidro que permite aumentar em até 30pc o volume adquirido ao longo da safra. Além disso, o clima impõe um ponto de atenção. Um março e abril chuvosos no próximo ano poderiam atrasar o início da moagem de 2026-27, deixando o suprimento ainda mais apertado. Ajuste no mix aplaca receio com oferta Mas a virada bem-sucedida no mix da produção para o etanol neste semestre – e para o anidro em particular nas últimas quinzenas – trouxe algum alívio para tais temores. A safra corrente começou com expectativas de que a parcela de matéria-prima direcionada para a produção de açúcar aumentasse para 52pc, depois dos investimentos em capacidade de cristalização. Mas o adoçante deixou de remunerar mais que o etanol no meio do ano, fazendo com que produtores revissem a estratégia e maximizassem a fabricação do álcool. O mix do Centro-Sul ficou em 64,48pc etanol e 35,52pc açúcar na segunda quinzena de novembro, de acordo com a Unica. Isso se compara com 55,36pc etanol e 44,64pc açúcar em igual período de 2024. A produção do anidro também foi reforçada na sequência do anúncio do E30. Algumas usinas de etanol de milho migraram 100pc de sua produção para o anidro. No Centro-Sul, a fabricação de anidro somou 457.000m³ na segunda metade de novembro, alta de 10pc na comparação anual, informou a Unica. Esse alívio fez com que o mercado ajustasse suas estimativas de importação para números mais conservadores. A projeção de importações de aproximadamente 500.000m³ de etanol em 2025-26, somando o volume realizado e a estimativa de 230.000-250.000m³, fica mais próxima da ponta inferior das previsões de julho, quando participantes esperavam 400.000-800.000m³ importados no ciclo. Por Maria Lígia Barros Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2025. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Virada de mix para etanol pode persistir em 2026-27
Virada de mix para etanol pode persistir em 2026-27
Sao Paulo, 13 November (Argus) — Os balanços trimestrais das empresas sucroenergéticas divulgados nesta semana confirmaram a recente virada de mix de produção a favor do etanol em detrimento do açúcar nas usinas – movimento que pode perdurar pela próxima safra. A contínua desvalorização dos preços do açúcar nos últimos meses, diante de uma perspectiva global de superávit de oferta, tornou a produção do biocombustível mais atrativa para usinas do que a do adoçante em diversas praças do país. Os preços do contrato futuro do açúcar com vencimento em março de 2026 negociados na Bolsa de Nova York atingiram 14,52 centavos de dólar por libra (¢/lb) em 12 de novembro, recuo de quase 24pc ante 19,20¢/lb registrados um ano antes. Enquanto isso, o preço do etanol anidro comercializado à vista no Centro-Sul subiu 13pc na comparação anual, para R$ 3,367/m³ na última cotação de 7 de novembro. Os movimentos de preços evidenciam uma mudança de paradigma em relação aos últimos anos, quando o açúcar voltado à exportação remunerava os produtores mais do que o etanol. Essa virada de rentabilidade começou no Centro-Oeste, região que, pela maior distância da costa, enfrenta custos mais altos para transportar a commodity até os portos. Mas até mesmo usinas do estado de São Paulo, que abriga o Porto de Santos – principal terminal de escoamento do açúcar brasileiro para o mercado internacional –, perceberam ultimamente uma maior rentabilidade com a produção de etanol. A São Martinho informou, na teleconferência de resultados do último dia 11 de novembro, que, desde setembro, suas usinas em São Paulo estão direcionando 100pc da produção para o etanol. O diretor financeiro da companhia, Felipe Vichiatto, destacou que o preço do etanol equivalente ao açúcar girava em torno de 15,50¢/lb, enquanto a tela do açúcar ficou próxima a 14¢/lb. Ele disse que, se o mercado continuar operando nesses níveis, é provável que a empresa inicie a próxima safra – que vai de abril 2026-março 2027 – ainda com um mix mais alcooleiro. A produtora Jalles registrou um mix de produção de 49,5pc para o açúcar e 50,5pc para o etanol entre julho-setembro. A fatia do adoçante está abaixo do previsto no guidance da empresa para a safra, de 51,8pc, contra 48,2pc para o biocombustível. Segundo a empresa, desde junho, o anidro começou a remunerar mais do que o adoçante em sua unidade Jalles Machado, em Goiás, e, a partir de setembro, os preços do etanol hidratado também tornaram-se mais rentáveis que o açúcar. A Adecoagro também mudou sua estratégia no segundo semestre da safra, maximizando a produção de etanol em detrimento do açúcar entre julho-setembro, alçando um mix de 58pc para o bicombustível e 42pc para o adoçante. Isso se compara com um mix de 45pc para o etanol e 55pc para o açúcar um ano atrás. Mercado posterga liquidação de contratos Tradings e produtores iniciaram um movimento de rolagem de contratos de açúcar desde meados de maio, na tentativa de liquidar os papéis a preços mais atrativos para a venda – cenário que não se concretizou. O resultado foi uma desvalorização sucessiva dos preços do adoçante, que levou a um acúmulo de perdas para os investidores. Os preços do contrato futuro do açúcar com vencimento em março de 2026 negociados na NYSE desvalorizaram 18,1pc entre 1º de maio-12 de novembro. As expectativas para a próxima safra ainda são de baixa para os preços do açúcar — o que deve fazer os agentes liquidarem os contratos postergados até março de 2026, a fim de evitar maiores perdas, segundo participantes do setor. O mercado espera uma recuperação na qualidade da cana-de-açúcar em 2026-27, devido a condições climáticas mais favoráveis, que deve levar a uma safra maior que a atual. Isso injetaria amplos volumes de açúcar no mercado, mesmo com um mix mais alcooleiro — o que dificultaria uma recuperação dos preços do adoçante. Por Maria Lígia Barros e Maria Albuquerque Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2025. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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