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Clima seco prejudica safra de milho do Brasil

  • Mercados: Agriculture, Fertilizers
  • 06/05/22

A falta de chuva em várias áreas produtoras de milho no Brasil já começou a reduzir as estimativas de produção para a segunda safra de milho de 2021-22. Os próximos 30 dias serão cruciais para determinar a produtividade das lavouras.

Em Mato Grosso, o maior estado produtor de milho do país, a previsão para a segunda safra foi revisada para baixo, caindo para 39,34 milhões de toneladas (t), ante 40,4 milhões de t projetadas no mês passado, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Outro corte é esperado no próximo mês, e a estimativa pode cair para 39 milhões de t, afirmou à Argus o vice-presidente da Federação de Agricultura de Mato Grosso (Famato), Marcos da Rosa.

A segunda safra de milho, a maior do Brasil, é plantada na mesma área que a soja, uma cultura depois da outra. Os agricultores de Mato Grosso dizem que uma parte da segunda safra de milho, também conhecida como a safra de inverno ou safrinha, foi plantada fora da janela ideal porque as chuvas fortes no início do ano atrasaram a colheita da soja. Algumas das lavouras plantadas mais tarde ficaram sem chuva por mais de 20 dias e por isso já são estimadas perdas de 50pc na produtividade, o que levou o Imea a reduzir a produção esperada no estado. A maior ocorrência da cigarrinha também vem ampliando as perdas.

No estado de Goiás, a situação também está se deteriorando. A colheita de milho de inverno estava estimada em 10 milhões de t em 2021-22. Mas agora que algumas regiões ficaram até 30 dias sem chuva, as expectativas caíram para 9 milhões de t, segundo Joel Ragagnin, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do estado de Goiás (Aprosoja-GO).

Algumas áreas do estado de Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil, também sofrem com chuvas insuficientes. O produtor de milho Wesley Barbosa de Freitas plantou 4.000 hectares (ha) de milho em Minas Gerais, mas apenas uma parte das lavouras recebeu chuva nos últimos 20 dias. Por esta razão, ele disse esperar que a produtividade média caia para 60 sacas/ha, em comparação a uma média histórica de 130 sacas/ha.

A maioria das lavouras afetadas pelo clima seco está na fase de enchimento de grãos. Os próximos 30 dias são cruciais, pois se as chuvas retornarem, as lavouras poderão recuperar pelo menos parte das perdas esperadas. Mas os meteorologistas consultados pela Argus disseram que o tempo seco deve continuar em áreas de Minas Gerais e especialmente na região Centro-Oeste do Brasil, devido à sazonalidade e ao fenômeno climático La Niña, que segue influenciando o clima no país.

Neste cenário, a consultoria AgResource previu recentemente que a segunda safra de milho no Brasil produzirá 84,4 milhões de t. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no início de abril estimou a safra em 88,5 milhões de t.

Na safra 2020-21, a produção de milho de inverno totalizou 60,7 milhões de t porque a maior parte da safra brasileira foi plantada fora da janela ideal. Além disso, muitas regiões sofreram com a seca e também com geadas durante a temporada.

Para este ciclo, os participantes de mercado descartam uma perda tão grande, mas admitem que a falta de chuva na região Centro-Oeste provavelmente resultará em uma colheita abaixo das previsões iniciais de 90 milhões de t.


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