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19/05/26
Mercado espera queda no consumo de Ciclo Otto no 3º bi
Mercado espera queda no consumo de Ciclo Otto no 3º bi
Sao Paulo, 19 May (Argus) — As vendas do Ciclo Otto, que incluem gasolina C e
etanol hidratado, devem cair no terceiro bimestre do ano, refletindo os impactos
da guerra entre os Estados Unidos e o Irã na economia brasileira e nos preços
dos combustíveis, segundo estimativas das principais distribuidoras do Brasil
consultadas pela Argus. A mediana das projeções, levantadas com as equipes de
inteligência das maiores distribuidoras de combustíveis com operações no país,
apontou para um consumo conjunto de aproximadamente 5,5 milhões de m³ de
gasolina C – combustível misturado com etanol anidro – e etanol hidratado tanto
para maio quanto para junho. Se confirmados, os volumes representarão quedas de
5,4pc e 4,7pc em relação às vendas do Ciclo Otto em maio e junho do ano passado,
respectivamente, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP). A retração anual é influenciada pelo aumento no custo de
vida da população, que deve reduzir a utilização de veículos a combustão como
meios de transporte de passeio, segundo participantes de mercado. Os preços de
revenda da gasolina C no varejo cresceram 6pc entre a semana iniciada em 22 de
fevereiro e a em 10 de maio, mostram dados da ANP. Os efeitos da guerra nos
preços da gasolina no mercado brasileiro foram mitigados pela menor dependência
nacional por produto estrangeiro. As medianas das projeções para consumo de
gasolina apontam para aproximadamente 3,9 milhões de m³ em maio e 3,8 milhões de
m³ em junho. Os volumes representam respectivas quedas de 4,5pc e de quase 6pc
em relação aos mesmos meses de 2025, segundo dados da ANP. Para etanol
hidratado, a expectativa é de que o consumo atinja 1,72 milhão de m³ em maio e
1,75 milhão de m³ em junho. Se confirmados, esses volumes representarão queda de
6pc para maio e aumento de 1pc para junho, na comparação anual, conforme dados
da ANP. Projeções de uma produção recorde de etanol na safra 2026-27 de
cana-de-açúcar trazem expectativas de queda para os preços do biocombustível nos
próximos meses e, consequentemente, redução da paridade de preços entre o etanol
e a gasolina. O aumento da competitividade do etanol deve refletir com mais
intensidade na mudança de comportamento do consumidor a partir de junho, segundo
agentes do setor. Diesel recua A projeção para o diesel B é de queda no consumo
nos próximos dois meses. As medianas apontam para uma demanda de 5,9 milhões de
m³ em maio e 5,8 milhões de m³ em junho, quedas de 3,6pc e 4pc em relação aos
mesmos meses do ano anterior, respectivamente, com base nos dados da ANP. As
estimativas das distribuidoras levaram em conta o comportamento de variáveis
macroeconômicas, como expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) e o
desempenho de setores mais intensivos no consumo de combustíveis. O aumento dos
preços do diesel no mercado doméstico também sustenta uma queda no consumo nesse
no período. Os preços de revenda do combustível fóssil cresceram 33pc entre a
semana anterior ao início do conflito no Oriente Médio e a semana iniciada em 10
de maio, de acordo com a ANP. Considerando a mescla obrigatória de 15pc de
biodiesel no diesel, a demanda do biocombustível poderia alcançar 1,8 milhão de
m³ no bimestre. O volume representaria uma alta de quase 3pc ante o mesmo
período do ano passado, quando a mescla em vigor era de 14pc. Por Maria
Albuquerque Projeções para consumo de combustíveis rodoviários .000 m³ Maio
Junho Combustível Mediana ANP (2025) % Mediana ANP (2025) % Diesel B 5902,0
6163,7 -3,6 5804,0 6061,6 -4,3 Gasolina C 3857,0 4040,3 -4,5 3789,0 4021,8 -5,8
Etanol hidratado 1718,0 1828,1 -6,0 1749,6 1733,2 1,0 Ciclo Otto 5549,0 5868,4
-5,4 5486,5 5755,0 -4,7 Fonte: Argus, ANP Envie comentários e solicite mais
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