A produtora norte-americana de fertilizantes Mosaic anunciou em 8 de julho que reduzirá ainda mais a produção de fosfatados no Brasil devido às restrições globais no fornecimento de matéria-prima, o que têm pressionado os custos de produção.
Com a oferta de matéria-prima limitada, especialmente do Estreito de Ormuz, as operações de mistura de fertilizante em Candeias, na Bahia, e em Catalão, em Goiás, serão temporariamente suspensas. Ambas as unidades têm capacidade de produção conjunta de 2,5 milhões de toneladas (t)/ano.
A produção será reduzida nas unidades de Palmeirante, no Tocantins, que tem capacidade de 1 milhão de t/ano, e na unidade de Sorriso, em Mato Grosso, com capacidade de 700.000t/ano. A Mosaic não detalhou a escala das reduções.
Está previsto também o fechamento gradual da unidade de Uberaba, em Minas Gerais, de 1 milhão de t/ano,a partir de setembro.
Diante da redução da oferta global e do aumento dos preços de enxofre, a Mosaic revisou seu plano operacional para o segundo semestre de 2026 e ajustou temporariamente a produção das instalações.
A Mosaic já havia anunciado a paralisação temporária da produção de rocha fosfática em sua unidade de Tapira, também em Minas Gerais, medida que deverá ser prorrogada. A capacidade da planta é de 2,2 milhões de t/ano. A produção de rocha fosfática na unidade de Catalão também foi interrompida.
A unidade Fospar Paranaguá, no Paraná, continuará operando normalmente, enquanto a produção de fertilizantes segue até o fim de setembro, quando os estoques de ácido sulfúrico devem se esgotar, informou a Mosaic. Essa unidade mistura mais de 500.000t de fertilizantes por ano.
A fábrica de Cajati, em São Paulo, com capacidade de 600.000t/ano, permanecerá operacional, com o apoio de importações de enxofre para manter a produção de fosfato monocálcico e bicálcico para nutrição animal (MCP e DCP, respectivamente, na sigla em inglês).
As reduções são uma resposta temporária às condições extraordinárias do mercado e não representam uma mudança na estratégia de longo prazo da empresa, informou a Mosaic à Argus. A empresa espera retomar a capacidade operacional total assim que o fornecimento global de enxofre se normalizar.
As restrições no Brasil devem permanecer em vigor até que o fornecimento e os preços do enxofre se estabilizem e as rotas de transporte marítimo internacional voltem ao normal, afirmou a empresa.
A Mosaic anunciou no início de abril o fechamento e a venda da unidade de Araxá, em Minas Gerais, com capacidade de 243.000 t/ano de SSP. A empresa também paralisou as atividades de mineração em sua mina de Patrocínio, também em Minas Gerais, com capacidade de 1,3 milhão de t/ano.
A Mosaic também reduzirá ainda mais a produção nos Estados Unidos, em suas unidades de Bartow, na Flórida, e Faustina, em Louisiana. A produção nas fábricas de Riverview, na Flórida, e Uncle Sam, em Louisiana, também será reduzida.

