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Brasil eleva estimativa para safra 2021-22

  • Märkte: Agriculture, Fertilizers
  • 07.04.22

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) voltou a elevar a previsão para a safra 2021-22 de grãos e oleaginosas, após três meses consecutivos de cortes. Com chuvas mais regulares, o plantio do milho segunda safra aconteceu em boas condições de umidade do solo, o que contribuiu para um aumento da produção esperada.

A Conab aponta que as perspectivas são positivas, já que no final de março as lavouras mostravam bons sinais de desenvolvimento e condições de plantio. No entanto, o resultado final ainda depende do clima, que tem sido instável nos últimos anos.

A produção total da safra 2021-22 de grãos e oleaginosas deve agora atingir 269,3 milhões de t, acima dos 265,7 milhões de t estimados em março, de acordo com a sétima pesquisa da Conab. O volume é 5,4pc maior que a temporada 2020-21 e, se confirmado, será um recorde, superando os 258 milhões de t atingidos em 2019-20.

Em comparação com a primeira estimativa para a safra atual, divulgada em outubro de 2021, a estimativa de abril é 6,7pc menor. Houve uma redução de 19,3 milhões de t, dos 288,6 milhões de t inicialmente esperados. As condições climáticas adversas nos estados da região Sul e na parte centro-sul do Mato Grosso do Sul causaram maiores perdas em soja e milho.

Para a safra 2021-22, a área plantada estimada é de 72,8 milhões de hectares (ha), maior do que a estimativa de março de 72,7 milhões de ha.

A Conab reduziu ligeiramente sua estimativa para a produção de soja, agora fixada em 122,4 milhões de t. A nova estimativa é 0,3pc abaixo da projeção de março de 122,8 milhões de t e 11,4pc abaixo da safra anterior, que foi de 138,2 milhões de t. A área esperada é de 40,8 milhões de ha, ligeiramente acima dos 40,7 milhões de ha do mês passado e 4,1pc acima da safra anterior.

A Conab espera uma produção total de milho – considerando a primeira, segunda e terceira safras - de 115,6 milhões de t, volume que fica 32,7pc acima da safra 2020-21 e 2,9pc maior em relação às perspectivas de março. A área total estimada para o milho é de 21,2 milhões de ha, acima dos 21,1 milhões de ha registrados em março e alta de 6,5pc em relação à temporada anterior.

Para a primeira safra de milho, a produção esperada é de 24,9 milhões de t, 2,3pc acima da estimativa de março de 24,3 milhões de t, e crescimento de 0,6pc em relação à safra 2020-21. A segunda safra, a maior do país, está prevista em 88,5 milhões de t, acima da estimativa de março de 86,1 milhões de t, e alta de 45,8pc em relação à safra anterior.

Espera-se que a produção de algodão em pluma atinja 2,8 milhões de t, estável em relação à estimativa anterior e crescimento de 19,9pc na comparação com o ano passado. Para o trigo, a Conab publicou sua terceira estimativa para a safra 2022-23e prevê uma produção de 7,9 milhões de t, estável em relação à estimativa anterior e 3pc maior que a safra anterior, que foi de 7,7mn t.

Oferta e demanda

O consumo doméstico de soja no Brasil para a temporada 2021-22 está estimado em 49,9 milhões de t, acima dos 46,4 milhões de t em março, mas abaixo dos 50,9 milhões de t da última temporada.

Espera-se que as exportações de soja atinjam 77 milhões de t, abaixo dos 80,2 milhões de t previstos em março e abaixo dos 86,1 milhões de t alcançados um ano antes. As importações estão projetadas em 900.000t.

O consumo doméstico de milho é esperado em 77,1 milhões de t, acima dos 76,5 milhões de t previstos em março e acima dos 72,2 milhões de t de um ano antes. As exportações de milho devem chegar a 37 milhões de t, acima das previsões anteriores de 35 milhões de t. As importações estão previstas em 1,7 milhão de t, estável em relação ao último mês, mas ainda abaixo dos 3 milhões de t importados um ano antes.


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