Privados pierden terreno en el mercado mexicano de GLP

  • : LPG
  • 01/04/24

Las empresas del sector privado perdieron terreno en el mercado mexicano de Gas LP en 2023, luego del aumento de la producción de Pemex, algunos signos de reducción en el robo y políticas nacionalistas que favorecen a la empresa estatal.

Pemex cerró 2023 con una participación de mercado de 62.1pc en ventas de GLP en México, según los resultados financieros de la empresa publicados el 27 de febrero, frente a 61.2pc en 2022 y una cuota de 49.7pc registrada en 2020, que fue la más baja de su historia. Las empresas del sector privado han gestionado la distribución minorista de GLP en México por mucho tiempo, pero comenzaron a importar GLP después de la reforma energética de 2014.

Este aumento también se vio respaldado por la firme demanda de GLP en México. Las importaciones totales de GLP de México más la producción nacional, un aproximado de la demanda, se situaron en 292,400 b/d el año pasado, 4pc más que en 2022.

Más de 75pc de los hogares de México utilizan GLP para necesidades de cocina y calefacción, según datos del instituto nacional de estadística y geografía (Inegi).

Las importaciones de GLP de Pemex se redujeron en 1pc a 76,100 b/d en 2023, mientras que las importaciones de las empresas del sector privado también se redujeron en 1pc a 114,000 b/d, según la secretaría de energía (Sener).

Pero estas caídas se absorbieron con el aumento de la producción doméstica de Pemex. La producción de GLP de la empresa aumentó en 11pc a 102,300 b/d en 2023, como resultado de una mayor inversión en el mantenimiento de sus instalaciones de procesamiento de gas, de acuerdo con fuentes del mercado.

La tendencia al alza en la producción de GLP ha continuado este año. Pemex produjo 104,000 b/d de GLP en febrero, un aumento de 9pc frente a los 95,000 b/d de febrero de 2023, según los datos de la empresa publicados la semana pasada.

La administración del presidente Andrés Manuel López Obrador ha seguido una política nacionalista que apoya a Pemex a través de regulaciones restrictivas.

Aunque la reforma de 2014 sigue en vigor por ley, en la práctica la Sener y reguladores autónomos como la CRE se han alineado con las políticas energéticas nacionalistas de López Obrador, cancelando o no otorgando permisos a las empresas del sector privado en todos los niveles de la cadena de valor del combustible.

Sin embargo, las empresas del sector privado cuentan con más de 4,700 permisos para la distribución de GLP en el país, según la CRE.

Otro reto para las empresas del sector privado y Pemex ha sido el robo de GLP, que se realiza predominantemente perforando los gasoductos de la empresa estatal.

El problema se ha agravado a medida que las bandas criminales han pasado de la gasolina y el diésel al GLP debido a una estrategia gubernamental dirigida a salvaguardar los oleoductos de los gasolina y diésel. Sin embargo, Pemex informó que perdió 179,000 toneladas de GLP por robo en 2023, una reducción de 8pc de 194,500 toneladas en 2022, tras una solicitud de transparencia de datos de Argus.

Las tomas ilegales en sus ductos de GLP se redujeron en 2pc a 2,470, de acuerdo a los mismos datos.

Pero esto es inconsistente con datos anteriores de Pemex, que mostraban que la empresa había perdido 175,000 toneladas solo en enero-agosto de 2023, a menos que el robo se hubiera detenido en el último trimestre. Pemex no ha respondido a una solicitud de Argus para comentar sobre los datos.

Los precios minoristas del GLP en México aumentaron en febrero debido al aumento de precios del propano en EE.UU., aunque el gobierno sigue protegiendo a los clientes mediante precios máximos.

Pero los precios del 24 al 30 de marzo cayeron por cuarta semana consecutiva. El precio máximo promedio en 2,490 ciudades fue de Ps10,06/l ($1,89/USG) para esa semana, una disminución de 3pc con respecto a la semana anterior.

México introdujo controles de precios del GLP en 2021. Un tribunal dictó en agosto de 2023 que los límites de precios son constitucionales para las entregas en camiones a consumidores residenciales, pero no para las ventas desde otros sitios minoristas. Más de 60pc de la demanda de GLP de México proviene del sector residencial, según los datos de Argus.

Producción de GLP de Pemex

Importaciones de GLP en México

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17/05/24

Rio Grande do Sul remaneja fornecimento de gás

Rio Grande do Sul remaneja fornecimento de gás

Sao Paulo, 17 May (Argus) — O fornecimento de gás natural no Rio Grande do Sul teve que ser redistribuído em razão das enchentes históricas no estado, com o diesel potencialmente voltando como combustível a usinas de energia para deixar mais gás disponível para a produção de GLP (gás de cozinha). O gasoduto Gasbol, que abastece o Sul do Brasil, não tem capacidade para atender à demanda da refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da usina termelétrica de Canoas — controlada pela Petrobras — e das distribuidoras de gás natural da região, disse Jean Paul Prates, o então presidente-executivo da Petrobras, no início desta semana. A distribuidora de gás de Santa Catarina ajustou sua própria rede local para atender aos picos de demanda no Rio Grande do Sul por meio da malha de transporte de gás. A usina térmica de Canoas está operando com geração mínima de 150 GW, sendo 61pc provenientes de sua turbina a gás. A usina foi colocada em operação para restabelecer o fornecimento adequado de energia depois que as linhas de transmissão no Sul foram afetadas pelas enchentes. A Petrobras planeja usar um motor a diesel para aumentar a geração de energia. O atual custo variável unitário (CVU) para o diesel na usina de Canoas é de R1.115,29/MWh. A companhia petrolífera também está operando a Refap a 59pc de sua capacidade instalada máxima. Fortes chuvas no Rio Grande do Sul desde 29 de abril trouxeram inundações sem precedentes ao estado, causando uma crise humanitária e danos à infraestrutura. O clima extremo deixou 154 mortos, 98 desaparecidos e mais de 540 mil deslocados, segundo a defesa civil do estado. Por Rebecca Gompertz Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2024. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

Atualização: Petrobras elevará produção de diesel S10


18/01/24
18/01/24

Atualização: Petrobras elevará produção de diesel S10

Adiciona valor do investimento no 4º parágrafo e planos para renováveis no 7º e 8º parágrafo Sao Paulo, 18 January (Argus) — A Petrobras retomará as obras de expansão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), aumentando a produção de diesel S10 em 13.000 m³/d até 2028. Na segunda metade de 2024, a estatal reiniciará a construção do Trem 2 na refinaria, visando elevar sua capacidade de processamento de petróleo de 230.000 b/d para 260.000 b/d, também em 2028. A melhoria aumentará a produção de derivados de petróleo da companhia – incluindo gasolina, GLP e nafta, mas principalmente diesel S10. As obras para a implementação da unidade haviam sido interrompidas em 2015. O investimento de R$6 bilhões a R$8 bilhões permitirá que o Brasil seja mais "autossuficiente na produção de combustíveis, reduzindo a demanda de importação", disse a empresa. "A Petrobras estima um aumento de produção de diesel da ordem de 40pc nos próximos anos", afirmou o presidente da estatal, Jean Paul Prates. Neste ano, a companhia também começará obras para proporcionar aumento de carga, melhor escoamento de produtos leves e maior capacidade de processamento de petróleo do pré-sal no Trem 1, unidade já existente da Rnest, até o primeiro trimestre de 2025. As atualizações auxiliarão a Rnest a produzir renováveis, como diesel R, hidrogênio e e-metanol, disse Prates, durante a cerimônia oficial de retomada dos investimentos. A Petrobras vê a possibilidade de adaptar a refinaria para o futuro, com produção de diesel R5, R10, R15,de acordo com o presidente da Petrobras. "Em 50 anos, essa refinaria vai estar aqui do mesmo jeito, com as mesmas máquinas, para produzir R100, diesel de origem vegetal." Além disso, a empresa espera instalar a primeira planta do país a transformar óxido de enxofre e óxido de nitrogênio em um novo produto não especificado. O projeto já está em andamento e deve iniciar operações ainda em 2024. A retomada da ampliação na Rnest é parte do plano estratégico da Petrobras para 2024-28 e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A Rnest é localizada no Complexo Industrial do Porto de Suape, em Pernambuco, e é o "principal polo para a Petrobras nas regiões Norte e Nordeste, com acesso fácil por cabotagem para mercados consumidores", informou a empresa. Por Laura Guedes Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2024. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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18/01/24
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Riograndense começa a processar óleo de soja


08/11/23
08/11/23

Riograndense começa a processar óleo de soja

Houston, 8 November (Argus) — A Refinaria de Petróleo Riograndense processou sua primeira carga de 100pc de óleo de soja entre outubro e novembro, assumindo a vanguarda do biorrefino no país. O teste com 2.000t do óleo vegetal aconteceu durante uma parada para manutenção que preparou a unidade de craqueamento catalítico fluido (FCC) para receber a matéria-prima. No futuro, a Riograndense produzirá insumos petroquímicos e combustíveis renováveis, como GLP (gás de cozinha), combustíveis marítimos, propeno e bioaromáticos. O segundo teste está programado para junho de 2024, quando a unidade irá coprocessar carga fóssil com bio-óleo, gerando propeno, gasolina e diesel com conteúdo renovável a partir de insumo avançado de biomassa não alimentar. A refinaria tem como acionistas a Petrobras, a petroquímica Braskem e o grupo Ultra. A Petrobras já está produzindo diesel coprocessado — conhecido como diesel R5 — usando óleo de soja refinado como matéria-prima desde setembro de 2022. A estatal também tem planos de produzir diesel renovável e bioquerosene de aviação. O investimento para processar insumos renováveis será ao redor de R$45 milhões. Por Alexandre Melo Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2023. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

Petrobras investirá R$2 bilhões na Regap


31/10/23
31/10/23

Petrobras investirá R$2 bilhões na Regap

Sao Paulo, 31 October (Argus) — A Petrobras vai investir R$2 bilhões até 2027 na refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais. A petrolífera também está realizando estudos preliminares para elevar a capacidade de processamento da refinaria, de 26.000 m³/d para até 40.000 m³/d. O projeto pode custar até R$8 bilhões em investimentos e está sujeito à aprovação. As melhorias estão em linha com o plano estratégico da empresa e visam aumentar a eficiência energética e reduzir as emissões de carbono, segundo o diretor de Processos Industriais e Produtos da empresa, William França. A Regap produz gasolina, diesel, bunker, combustível de aviação, GLP (gás de cozinha), asfalto, coque verde de petróleo, óleo combustível e enxofre. Por Laura Guedes Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2023. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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