Data showing some US-headquartered oil and gas firms paid less in taxes to the US than to foreign governments could be a focus in an upcoming Congress tax policy debate. ExxonMobil reported paying nearly $1.2bn to the US in 2023, and $5.6bn to the UAE, according to a first-time ‘Form SD' report filed with the Securities and Exchange Commission. In its own report, Chevron says it paid nearly $1.2bn in the US, against $4bn to Australia. Independent Hess paid $190,000 in the US and $50mn to Malaysia. Industry officials say the data do not provide a comprehensive view of obligations, which can vary from country to country depending on the tax code and their operations. The payment disclosures also do not cover payroll taxes or state and local taxes, for example, and do not say if a company had carryover net operating losses or tax credits that reduced its overall tax bill in the US.
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Senado prorroga subsídio ao diesel
Senado prorroga subsídio ao diesel
Sao Paulo, 29 May (Argus) — O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estendeu por mais dois meses o subsídio para a importações e vendas de diesel no país, em meio aos impactos da guerra entre Estados Unidos-Irã sobre os preços dos combustíveis, de acordo com o Diário Oficial publicado na sexta-feira. A medida estende para junho-julho a medida provisória que instituiu o subsídio de R$800/m³ sobre as vendas de diesel no país. O benefício é somado ao subsídio de R$320/m³ vigente até dezembro, totalizando R$1.120/m³ até julho. A decisão também prorrogou pelo mesmo período o subsídio de R$1.200/m³ sobre as importações de diesel, custeado igualmente pelo governo federal e pelos estados. Não há informações que confirmem que os estados continuarão contribuindo com o subsídio, uma vez que a adesão é voluntária. O governo federal anunciou uma subvenção para a gasolina de R$440/m³ em 25 de maio, seguida de um aumento dos preços do combustível pela Petrobras. A isenção dos impostos federais PIS/Cofins sobre as vendas e importações de diesel e biodiesel tem vigência até 31 de maio. A medida foi adotada para reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. Por Lucas Lignon Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Mercado espera queda no consumo de Ciclo Otto no 3º bi
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Sao Paulo, 19 May (Argus) — As vendas do Ciclo Otto, que incluem gasolina C e etanol hidratado, devem cair no terceiro bimestre do ano, refletindo os impactos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã na economia brasileira e nos preços dos combustíveis, segundo estimativas das principais distribuidoras do Brasil consultadas pela Argus. A mediana das projeções, levantadas com as equipes de inteligência das maiores distribuidoras de combustíveis com operações no país, apontou para um consumo conjunto de aproximadamente 5,5 milhões de m³ de gasolina C – combustível misturado com etanol anidro – e etanol hidratado tanto para maio quanto para junho. Se confirmados, os volumes representarão quedas de 5,4pc e 4,7pc em relação às vendas do Ciclo Otto em maio e junho do ano passado, respectivamente, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A retração anual é influenciada pelo aumento no custo de vida da população, que deve reduzir a utilização de veículos a combustão como meios de transporte de passeio, segundo participantes de mercado. Os preços de revenda da gasolina C no varejo cresceram 6pc entre a semana iniciada em 22 de fevereiro e a em 10 de maio, mostram dados da ANP. Os efeitos da guerra nos preços da gasolina no mercado brasileiro foram mitigados pela menor dependência nacional por produto estrangeiro. As medianas das projeções para consumo de gasolina apontam para aproximadamente 3,9 milhões de m³ em maio e 3,8 milhões de m³ em junho. Os volumes representam respectivas quedas de 4,5pc e de quase 6pc em relação aos mesmos meses de 2025, segundo dados da ANP. Para etanol hidratado, a expectativa é de que o consumo atinja 1,72 milhão de m³ em maio e 1,75 milhão de m³ em junho. Se confirmados, esses volumes representarão queda de 6pc para maio e aumento de 1pc para junho, na comparação anual, conforme dados da ANP. Projeções de uma produção recorde de etanol na safra 2026-27 de cana-de-açúcar trazem expectativas de queda para os preços do biocombustível nos próximos meses e, consequentemente, redução da paridade de preços entre o etanol e a gasolina. O aumento da competitividade do etanol deve refletir com mais intensidade na mudança de comportamento do consumidor a partir de junho, segundo agentes do setor. Diesel recua A projeção para o diesel B é de queda no consumo nos próximos dois meses. As medianas apontam para uma demanda de 5,9 milhões de m³ em maio e 5,8 milhões de m³ em junho, quedas de 3,6pc e 4pc em relação aos mesmos meses do ano anterior, respectivamente, com base nos dados da ANP. As estimativas das distribuidoras levaram em conta o comportamento de variáveis macroeconômicas, como expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) e o desempenho de setores mais intensivos no consumo de combustíveis. O aumento dos preços do diesel no mercado doméstico também sustenta uma queda no consumo nesse no período. Os preços de revenda do combustível fóssil cresceram 33pc entre a semana anterior ao início do conflito no Oriente Médio e a semana iniciada em 10 de maio, de acordo com a ANP. Considerando a mescla obrigatória de 15pc de biodiesel no diesel, a demanda do biocombustível poderia alcançar 1,8 milhão de m³ no bimestre. O volume representaria uma alta de quase 3pc ante o mesmo período do ano passado, quando a mescla em vigor era de 14pc. Por Maria Albuquerque Projeções para consumo de combustíveis rodoviários .000 m³ Maio Junho Combustível Mediana ANP (2025) % Mediana ANP (2025) % Diesel B 5902,0 6163,7 -3,6 5804,0 6061,6 -4,3 Gasolina C 3857,0 4040,3 -4,5 3789,0 4021,8 -5,8 Etanol hidratado 1718,0 1828,1 -6,0 1749,6 1733,2 1,0 Ciclo Otto 5549,0 5868,4 -5,4 5486,5 5755,0 -4,7 Fonte: Argus, ANP Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Aumento de mescla do biodiesel atrasará em um ano
Aumento de mescla do biodiesel atrasará em um ano
Sao Paulo, 16 April (Argus) — A elevação do mandato da mescla de biodiesel atrasará até, pelo menos, março de 2027, após o Ministério de Minas e Energia (MME) prorrogar o cronograma dos testes de viabilidade, de acordo com o novo plano apresentado a participantes do mercado. A Lei do Combustível do Futuro previa aumentar a mescla de 15pc (B15) para 16pc (B16) em março de 2026, desde que houvesse comprovação de que os novos níveis são tecnicamente viáveis. O MME espera que o relatório final quanto à utilização de misturas de B16-20 seja aprovado até o fim de março de 2027, caso os testes confirmem, sem ressalvas, que os níveis são viáveis, de acordo com o plano ao qual a Argus obteve acesso. O novo cronograma prevê o início dos primeiros testes experimentais em junho, adiamento de três meses em relação ao plano anterior, publicado em 19 de novembro de 2025. A necessidade de mais tempo para as fases de consolidação metodológica e negociações com laboratórios atrasou parcialmente o cronograma, de acordo com o plano. A falta de infraestrutura para a realização de testes mecânicos contribuiu para postergar o prazo inicial, segundo informações apresentadas pelo MME em março. Em um cenário no qual a aprovação dependa de ajustes técnicos dos testes, o prazo para a validação do relatório final pode se estender até julho de 2027. Ainda não há datas para testes das misturas entre B20-25. O atraso na elevação de mescla coincide com a alta dos preços do diesel S10 nacionalizado no mercado à vista acima dos preços do biodiesel negociado por contrato, desde 5 de março, e com o consequente aumento da pressão pelo avanço do mandato de mescla do biodiesel. O movimento ocorre após a elevação dos preços globais de derivados de petróleo devido à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) pressionaram neste mês a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para permitir misturas de biodiesel acima do mandato sem autorização prévia. As entidades argumentaram que o Brasil tem capacidade para fornecer uma mistura de biodiesel de até 21,6pc no diesel. O MME não respondeu ao pedido da Argus por comentários referentes ao novo cronograma. Por Lucas Lignon Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Biometano, B16 e E35 devem pautar debate após Carnaval
Biometano, B16 e E35 devem pautar debate após Carnaval
Sao Paulo, 13 February (Argus) — O avanço de novos mandatos de mistura de biocombustíveis em combustíveis fósseis e a definição de parâmetros fundamentais para o funcionamento do mercado de biometano devem ser pautas candentes no debate da transição energética no Brasil, na volta do feriado de Carnaval. Os assuntos, tratados na Lei do Combustível do Futuro, estão em discussão no âmbito do Poder Executivo, que deve avançar na regulamentação da norma em março. Eles também figuram entre os temas prioritários da Coalizão pelos Biocombustíveis — iniciativa recém-lançada pelas frentes parlamentares da agropecuária, do biodiesel, do etanol e da economia verde com o objetivo de reunir forças políticas e econômicas no debate da transição energética no país. Escolhido coordenador da nova coalizão, o deputado federal Arnaldo Jardim argumenta que o país está pronto para avançar em estudos de viabilidade técnica para o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina até 35pc, ante atuais 30pc. No caso do biodiesel, ele defende que a elevação da mescla de 15pc para 16pc deve ser feita "o mais rapidamente possível". "Nosso parque instalado de produção está operando com capacidade ociosa. Ou seja, temos capacidade para produzir e temos um [nível de] preço adequado", disse em entrevista à Argus. O parlamentar foi relator do projeto que resultou na Lei do Combustível do Futuro, um dos marcos normativos para a pauta do desenvolvimento sustentável no país, e hoje preside a Comissão de Transição Energética da Câmara dos Deputados, além de atuar como diretor da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo. Biometano e Cgob No caso do biometano, a expectativa é de que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decida, nas próximas semanas, sobre o nível de mistura ao gás natural, além das propriedades do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (Cgob). Na avaliação do deputado, as discussões sobre o atributo ambiental e a meta de mistura estão bem estabelecidas, mas o governo ainda hesita na definição sobre a interação entre Cgob e instrumentos internacionais. O parlamentar advoga que o Brasil deve encaminhar acordos bilaterais com outros países para garantir o reconhecimento internacional do Cgob — o que muitos participantes do mercado veem como fundamental para a expansão de mercados consumidores para seus produtos. Outro ponto sensível no debate sobre o biometano envolve um eventual risco de "dupla contagem" do atributo ambiental no caso de emissões simultâneas de Cgob e créditos de descarbonização (Cbios). Tal tese é rechaçada pelo deputado. "São características muito distintas desses dois instrumentos", argumentou. Para Jardim, a experiência recente com a Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) e com a criação do Cbio também poderá auxiliar no processo de consolidação das novas regras discutidas para o mercado de biometano. Ele acredita que as vitórias recentes obtidas pelo governo contra questionamentos jurídicos ao programa dão fôlego à pauta da transição energética. "Acredito que o Renovabio se consolida. É uma das experiências internacionais mais interessantes em termos de economia verde. Sua experiência foi muito incorporada na formatação do Cgob. Acho que são instrumentos que já nascem a partir do amadurecimento da experiência do Renovabio", disse. Na leitura do parlamentar, o arcabouço legal construído pelas normas recentes coloca o Brasil na vanguarda dos biocombustíveis. Agora a ideia, diz ele, é avançar com uma proposta objetiva para o chamado "Mapa do Caminho", com iniciativas de redução gradual na dependência de combustíveis fósseis e descarbonização. Por Marcos Mortari Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

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