
Related news
Petrobras retoma operações da Fafen em Sergipe
Petrobras retoma operações da Fafen em Sergipe
Sao Paulo, 6 January (Argus) — A Petrobras retomou as operações na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) localizada na cidade de Laranjeiras, em Sergipe, encerrando uma paralisação de 21 meses na produção. O anúncio foi feito pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, nas redes sociais e confirmado pelo governo de Sergipe. A Fafen Sergipe retomou a produção de amônia em 31 de dezembro, marcando a retomada das operações. A unidade tem capacidade para produzir até 650.000 toneladas (t)/ano de ureia, 450.000t/ano de amônia e 320.000t/ano de sulfato de amônio (SA). As operações da Fafen Sergipe estavam paralisadas desde março de 2024, quando eram administradas pela empresa química brasileira Unigel, que também gerenciava as operações da Fafen em Camaçari, na Bahia. A Unigel, enfrentando dificuldades financeiras, entrou com pedido de recuperação judicial duas vezes. Por conta disso e em linha com o plano estratégico da Petrobras de investir no setor de fertilizantes, a empresa iniciou o processo de retomada do controle das Fafens em abril de 2025. Em setembro, a Petrobras firmou contrato com a empresa brasileira de manutenção e gestão industrial Engeman para a retomada das operações nas Fafens. Por João Petrini Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Fretes disparam com safra recorde de soja no Brasil
Fretes disparam com safra recorde de soja no Brasil
Sao Paulo, 2 January (Argus) — Os fretes rodoviários de grãos e fertilizantes podem aumentar em 2026, visto que uma produção recorde de soja na safra 2025-26 pode impulsionar a demanda por serviços de transporte no primeiro trimestre, com muitas áreas sendo colhidas simultaneamente. Os preços do frete de grãos no Brasil permaneceram em níveis elevados durante 2025, com a produção recorde de soja e milho ao longo do ciclo 2024-25 contribuindo para tarifas acima da média em comparação com 2024. No trecho Sorriso-Miritituba, as tarifas ficaram em média cerca de 12pc acima dos níveis de 2024, enquanto na rota Rondonópolis-Santos o aumento foi de cerca de 6pc. Os fretes também devem subir com o transporte de fertilizantes para a segunda safra de milho 2025-26 em maio. No mercado de exportação, especialmente para a soja, as tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos levaram o país asiático a recorrer às oleaginosas brasileiras para suprir a demanda. Isso ampliou a janela de exportação do Brasil e resultou em uma demanda constante por serviços de transporte rodoviário. Para 2026, com o Brasil provavelmente registrando produção recorde de soja no ciclo 2025-2026, espera-se uma maior demanda por serviços de transporte nos corredores de exportação, o que também pode resultar em fretes mais caros. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil produzirá 177,6 milhões de toneladas (t) de soja no ciclo 2025-26, aumento de quase 3,6pc em relação à safra anterior e o maior volumes já registrados, afirma a segunda projeção oficial para o ciclo. Mato Grosso, maior produtor nacional, deve colher 47,2 milhões de t de soja no ciclo 2025-26, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Isso representaria uma queda de 7,3pc em relação à produção de 2024-25, mas ainda assim seria a segunda maior da história do estado. De modo geral, o ritmo de plantio para o ciclo 2025-26 transcorreu sem grandes problemas. O plantio registrou um aumento significativo ao longo de outubro. Nas primeiras quatro semanas de plantio, 21,2pc dos quase 13 milhões de hectares (ha) estimados para o ciclo foram semeados até 10 de outubro. No entanto, o plantio avançou 54,9 pontos percentuais ao longo do mês, totalizando 76,1pc até 31 de outubro. Mais da metade da área de soja de Mato Grosso foi plantada durante o mesmo período. Isso gera preocupação entre participantes de mercado quanto à alta concorrência pelo transporte nos corredores de exportação e à disponibilidade de veículos, resultando em um gargalo logístico, já que a colheita dessas áreas também precisa ocorrer simultaneamente. As questões climáticas continuam sendo uma preocupação. O acúmulo de chuvas em Mato Grosso durante novembro reduziu o estresse hídrico e favoreceu o desenvolvimento das lavouras. No entanto, as chuvas permaneceram irregulares em outras regiões, situação que pode prejudicar a produtividade no estado. Isso também pode afetar o período de plantio do milho e sua colheita no segundo semestre de 2026. Embora o Brasil espere uma produção significativa de milho, o mercado interno tem absorvido a maior parte do volume do grão, superando as exportações. Isso deve resultar em menores níveis de frete de grãos durante o período, com boa parte da produção destinada à demanda da indústria brasileira. A produção de etanol de milho no Brasil deverá totalizar 8,7 bilhões de litros (l) no ciclo 2025-26, aumento de 11pc em comparação com os 7,8 bilhões de l produzidos no ciclo anterior. A Conab estima que 1t de milho pode produzir cerca de 400l de etanol, o que significa que aproximadamente 21,8 milhões de t de milho serão consumidas pela indústria de etanol, ante 18 milhões de t no ano anterior. Fretes de fertilizantes devem subir O transporte de fertilizantes também pode enfrentar gargalos logísticos no deslocamento de insumos dos portos para o interior do país, devido ao ritmo lento de compras de fertilizantes, especialmente nitrogenados, para a segunda safra de milho de 2025-26. A tabela de frete mínimo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também adiciona desafios ao mercado de logística. Desde outubro, o cumprimento da tarifa mínima de frete é monitorado automaticamente, com base nas informações inseridas em um manifesto fiscal eletrônico obrigatório (MDF-e) emitido pela parte que contrata o motorista do caminhão, como as transportadoras. Esse manifesto reúne informações de diversas notas fiscais relacionadas ao transporte da carga, facilitando a fiscalização tributária e a gestão logística. O sistema cruza os dados declarados no MDF-e com a tabela oficial da tarifa mínima de frete. Se o valor declarado estiver abaixo do limite legal, o sistema identificará a irregularidade sem a necessidade de um relatório ou inspeção adicional. O novo sistema automático de fiscalização levou a aumentos de até 70pc no frete rodoviário de fertilizantes em algumas das 31 rotas monitoradas semanalmente pela Argus. Posteriormente, as tarifas diminuíram, com algumas transportadoras ignorando a tabela e reduzindo suas margens de lucro na tentativa de oferecer preços competitivos. Além disso, a demanda por veículos com maior número de eixos disparou. De acordo com as novas regulamentações, caminhões de sete eixos são considerados menos eficientes e econômicos do que caminhões de nove eixos, cuja oferta é mais limitada. As entregas de fertilizantes nitrogenados, especialmente ureia e sulfato de amônio (SA), provavelmente aumentarão a concorrência por veículos no primeiro trimestre de 2026, principalmente em janeiro, quando a oferta de caminhões é reduzida devido aos motoristas que retornam para suas casas para as festas de fim de ano. Nessas circunstâncias, é esperado um aumento nas taxas de frete de fertilizantes e nos custos de logística rodoviária. Os importadores brasileiros têm trocado ureia por SA, que ofereceu, durante a maior parte de 2025, um preço mais atrativo por ponto nitrogênio. No entanto, o volume de SA necessário para a mesma quantidade de nitrogênio é o dobro do necessário para a ureia, visto que a ureia contém 46pc do nutriente e o SA, 21pc, o que aumenta os custos logísticos e operacionais. A disponibilidade de caminhões tem sido uma preocupação, dificultando o transporte rodoviário. O novo sistema eletrônico de fiscalização da tabela de fretes mínimos da ANTT, em vigor desde outubro, continua sendo um importante fator no mercado e resultou em um aumento significativo nos custos da logística rodoviária. No entanto, essa questão é envolta em incerteza jurídica, visto que uma decisão judicial estadual que suspendeu as multas em algumas regiões não conteve o crescente número de transportadoras que ignoram a tabela de tarifas mínimas de frete. Mesmo assim, a maioria das transportadoras continua a cumprir a tabela para evitar penalidades. As empresas de fertilizantes permanecem relutantes em absorver os aumentos de tarifas impostos pela tabela. Nesse contexto, a situação só seria resolvida com uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade da medida. Mas participantes de mercado acreditam ser improvável que o problema seja resolvido em 2026, já que é impopular e afeta um setor importante para o país em um ano de eleições federais. Por João Petrini Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2026. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Importações de etanol podem dobrar na entressafra
Importações de etanol podem dobrar na entressafra
Sao Paulo, 18 December (Argus) — As importações de etanol pelo Brasil devem acelerar até o fim de março de 2026, refletindo a arbitragem favorável para o produto estrangeiro e complementando a oferta, em um ambiente de estoques curtos e preços elevados no mercado doméstico . Participantes do mercado estimam que 230.000-250.000m³ de etanol importado sejam entregues no país entre dezembro 2025-março 2026, período de entressafra de cana-de-açúcar no Centro-Sul. Se concretizado, será o maior volume importado para o período de quatro meses desde a safra 2020-21, quando somou 274.723m³, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). As importações de etanol somaram quase 243.400m³ entre abril-novembro de 2025, mostram os dados oficiais. A expectativa é de que Argentina e Paraguai sejam os principais fornecedores do produto nos próximos meses. Pelo acordo do Mercosul, as importações a partir desses países são isentas da tarifa de 18pc – ao contrário do que parte dos Estados Unidos. Os desembarques chegariam para atender parte da demanda doméstica, enquanto o Brasil encara níveis de estoques mais baixos que na safra anterior. Os estoques disponíveis de etanol hidratado somavam 4,9 milhões de m³ em 30 de novembro, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). É 26pc a menos na comparação com o mesmo período de 2024. Os estoques de anidro totalizavam 3,5 milhões de m³, volume 15pc inferior na comparação anual. As reservas curtas decorrem, em parte, de uma safra de cana que teve seu desenvolvimento e qualidade afetados negativamente pela seca e pelas queimadas de 2024. O resultado foi uma moagem de cana e produção de etanol aquém da safra anterior. O Centro-Sul fabricou 29,5 milhões de m³ de etanol entre o início da safra, em abril, e 1º de dezembro, queda de 5pc em relação à 2024, de acordo com os dados mais recente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). O atual ciclo já havia se iniciado com estoques de passagem inferiores , por causa do consumo aquecido de etanol em 2024-25. Em agosto, as preocupações com a oferta aumentaram, com o aumento da mescla de E27 para E30 . Ao longo do segundo semestre, produtores sinalizaram a preferência por não exercer a cláusula de flexibilidade nos contratos de anidro que permite aumentar em até 30pc o volume adquirido ao longo da safra. Além disso, o clima impõe um ponto de atenção. Um março e abril chuvosos no próximo ano poderiam atrasar o início da moagem de 2026-27, deixando o suprimento ainda mais apertado. Ajuste no mix aplaca receio com oferta Mas a virada bem-sucedida no mix da produção para o etanol neste semestre – e para o anidro em particular nas últimas quinzenas – trouxe algum alívio para tais temores. A safra corrente começou com expectativas de que a parcela de matéria-prima direcionada para a produção de açúcar aumentasse para 52pc, depois dos investimentos em capacidade de cristalização. Mas o adoçante deixou de remunerar mais que o etanol no meio do ano, fazendo com que produtores revissem a estratégia e maximizassem a fabricação do álcool. O mix do Centro-Sul ficou em 64,48pc etanol e 35,52pc açúcar na segunda quinzena de novembro, de acordo com a Unica. Isso se compara com 55,36pc etanol e 44,64pc açúcar em igual período de 2024. A produção do anidro também foi reforçada na sequência do anúncio do E30. Algumas usinas de etanol de milho migraram 100pc de sua produção para o anidro. No Centro-Sul, a fabricação de anidro somou 457.000m³ na segunda metade de novembro, alta de 10pc na comparação anual, informou a Unica. Esse alívio fez com que o mercado ajustasse suas estimativas de importação para números mais conservadores. A projeção de importações de aproximadamente 500.000m³ de etanol em 2025-26, somando o volume realizado e a estimativa de 230.000-250.000m³, fica mais próxima da ponta inferior das previsões de julho, quando participantes esperavam 400.000-800.000m³ importados no ciclo. Por Maria Lígia Barros Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2025. Argus Media group . Todos os direitos reservados.
Crop tour na Argentina: Produtividade é positiva
Crop tour na Argentina: Produtividade é positiva
Buenos Aires, 21 November (Argus) — O início de uma série de levantamentos de campo na Argentina reforçou as projeções de maiores rendimentos de trigo e cevada na safra 2025-26, mas as esperanças de um ano excepcional podem ser frustradas pela infestação de ervas daninhas e geada recente na região. Os resultados do primeiro dia de visitas de campo em Buenos Aires indicaram que os rendimentos da cevada foram superiores aos do ano anterior em todas as quatro regiões pesquisadas, enquanto os rendimentos do trigo foram maiores em todas, exceto uma. A visita de campo, organizada pela Bolsa de Cereais e Produtos de Bahía Blanca e pela Câmara de Arbitragem de Cereais de Bahía Blanca, enviou pesquisadores por quatro circuitos, partindo de Bahía Blanca, no sudoeste da província de Buenos Aires, até as províncias vizinhas de Buenos Aires e Las Pampa, para relatar os rendimentos e as condições das lavouras de trigo e cevada. A visita, que inclui dois dias de levantamentos de campo, será concluída em 19 de novembro com um repórter do Argus acompanhando o circuito de Sierra. Trigo As produtividades preliminares de trigo foram maiores em três das quatro regiões visitadas devido à melhora das condições de umidade. A produtividade de trigo no circuito Mar, no primeiro dia, foi de 5,33 toneladas (t)/hectare (ha), aumento de 48pc em relação ao ano anterior. O circuito Mar se estende para leste de Bahía Blanca ao longo da costa atlântica. O circuito Sierra, que se estende a nordeste de Bahía Blanca, acima do circuito Mar, registrou produtividade de 4,6 t/ha, aumento de 18pc em relação ao ano anterior. O circuito Laguna, que segue para o norte, na parte oeste da província de Buenos Aires, registrou produtividade de 4,3 t/ha, aumento de 19pc em relação ao ano anterior. O circuito Pampa, que percorre o norte e oeste ao longo de pastagens de baixa altitude na província de La Pampa, foi a única área em que a produtividade ficou abaixo do ano anterior, com 2,55 t/ha, queda de 12pc. Os resultados do levantamento da safra de trigo na porção sul de Buenos Aires estiveram em grande parte alinhados com a estimativa de 4,08 t/ha da Câmara de Comércio de Rosário para a província. No entanto, a infestação de ervas daninhas e a perda do potencial de rendimento foram evidentes em áreas onde os insumos agrícolas e fertilizantes foram menos utilizados. Algumas das lavouras estavam bem estabelecidas e alcançarão produtividades recordes, enquanto outras devem ter produção abaixo da média. Para a província de Buenos Aires como um todo, espera-se que os rendimentos na porção sul devem ser menores do que a produtividade mais ao norte, visto que a geada dos últimos dias provavelmente reduzirá o potencial geral das lavouras. Cevada Os resultados do levantamento da produtividade da cevada foram superiores aos do ano anterior em todos os quatro circuitos, após uma safra ruim no ano anterior. Os rendimentos da cevada no circuito Mar foram de 5,71 t/ha, aumento de 43pc em relação ao ano anterior. O circuito Sierra apresentou rendimentos de 4,9 t/ha, aumento de 29pc em relação ao ano anterior. O circuito de Laguna apresentou rendimentos de 4,4 t/ha, aumento de 26pc em relação ao ano anterior. Ao longo do circuito Pampa, os rendimentos de cevada foram de 3,7 t/ha, aumento de 68pc em relação a 2024, em comparação a menores rendimentos esperados para o trigo. Em menor grau do que o trigo, as lavouras de cevada apresentaram variações nos rendimentos. Uma geada recente também pode ter reduzido a produtividade máxima. Por Jeffrey T. Lewis e Alexander Schultz Envie comentários e solicite mais informações em feedback@argusmedia.com Copyright © 2025. Argus Media group . Todos os direitos reservados.

