O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) reduziu sua projeção para a produção brasileira de milho 2020-21 em mais de 3pc, uma vez que o clima seco prejudica o desenvolvimento da safra.
O Brasil deve produzir 98,5 milhões de t de milho, abaixo da projeção de maio, de 102 milhões de t, de acordo com o último relatório do USDA publicado hoje. A previsão do mês passado estava abaixo das 109 milhões de t previstas em abril.
A revisão para baixo reflete a expectativa de menores produtividades na segunda safra de milho, a safrinha. As chuvas estão abaixo do normal para o período nas principais áreas produtoras, ameaçando a produção, já que a maior parte da safra foi plantada fora da janela ideal. Isso compensa parcialmente o aumento na área plantada da segunda e terceira safra de milho.
As exportações de milho para o ciclo 2020-21 também foram revisadas para baixo, de 35 milhões de t no mês passado para 33 milhões de t.
As projeções para a safra de milho 2021-22 permaneceram inalteradas, com uma produção recorde de 118 milhões de t, exportações em 43 milhões de t e importações em 1,7 milhão de t.
Para a soja, a estimativa de produção 2020-21 foi revisada para cima em 1 milhão de t, para 137 milhões de t, já que Mato Grosso do Sul apresentou maior produtividade. Com esta revisão, os estoques finais para 2020-21 e os estoques iniciais para 2021-22 também foram revisados em 1 milhão de t, para 23 milhões de t.
As importações e exportações de soja 2020-21 permaneceram em 700.000t e 86 milhões de t, respectivamente.
Para a temporada 2021-22, a produção de soja ainda está prevista em 144 milhões de t. As projeções para exportação também ficaram inalteradas em 93 milhões de t.
A Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, reduziu hoje a projeção nacional para o milho 2020-21 em 9,4pc, para 96,4 milhões de t.

