As exportações de etanol do Brasil alcançaram em julho seu nível mais elevado em sete meses, com a melhora das condições de arbitragem favorecendo o envio da oferta local excedente ao exterior.
Dados compilados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam que as exportações de etanol brasileiro totalizaram 316.692m³, alta de 73pc ante aos 182.706m³ destinados ao exterior no mesmo período do ano passado.
As exportações de etanol industrial – usado principalmente em produtos farmacêuticos e como matéria-prima para petroquímicos – para a Coreia do Sul representaram 46pc do total embarcado em julho.
Os Estados Unidos receberam 24pc das exportações do biocombustível brasileiro, seguidos pelo hub Amsterdã-Roterdã-Antuérpia (ARA) – porta de entrada para a maioria das importações para a União Europeia – com 22pc, o Japão com 3,4pc e Camarões, com 1,1pc.
Os volumes saindo do Brasil recuaram nos últimos meses, tendo como pano de fundo mudanças nas dinâmicas de crédito de carbono na Europa e uma janela de arbitragem desfavorável para os Estados Unidos.
Mas o cenário de exportação melhorou um pouco na primeira quinzena de julho, segundo cálculos da Argus, devido a uma combinação de demanda fraca e preços em queda no mercado doméstico.
O diferencial entre os créditos RIN D5 e D6 atravessa um momento de forte volatilidade, alternando entre zero e negativo por sessões consecutivas, o que representa um obstáculo no caminho das exportações.
Enquanto isso, as importações de etanol do Brasil caíram 99pc em julho em relação ao ano anterior, totalizando apenas 68m³ - dos quais 81pc vieram dos EUA, 16pc da Argentina e 1,8pc, da Alemanha.

