O consumo de etanol hidratado caiu em agosto, à medida que os preços altos na ponta varejista impactaram a demanda pelo combustível.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as vendas de etanol hidratado somaram 1,30 milhão de m³, queda de 16pc na base anual e de 29pc em relação ao mesmo mês de 2019, antes da pandemia de Covid-19.
O consumo caiu em todos as regiões durante o mês, exceto na região Norte, onde as vendas aumentaram 0,4pc, para 18.270m³. No Sul e no Sudeste, que incluem os principais estados produtores de cana-de-açúcar, as vendas caíram 18pc, para 991.160m³. As duas regiões foram as mais impactadas pelos episódios recentes de geadas e seca.
A queda no consumo já era esperada entre participantes de mercado devido ao aumento do preço do etanol hidratado (E100) na bomba. Nos últimos meses, a paridade de preço do E100 em relação à gasolina permaneceu acima de 70pc na maior parte do país.
Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro implantou duas grandes mudanças nas regras do comércio varejista de combustíveis em um esforço para conter a pressão inflacionária. Já o setor sucroalcooleiro do Centro-Sul parece pouco convencido da capacidade da medida provisória de mudar os preços.

