O volume transportado pela Hidrovias do Brasil aumentou no quarto trimestre de 2021, com os menores embarques de grãos sendo compensados por ganhos em outros produtos, como a bauxita.
A empresa de logística transportou 2,2 milhões de t no trimestre, um aumento de 11pc em relação ao ano anterior.
No corredor norte da empresa, que tem terminais nos portos paraenses de Miritituba e Barcarena, os volumes subiram para 949.000t, aumento de 7,8pc em relação ao ano anterior. A Hidrovias do Brasil disse que os portos do Arco Norte continuam sendo uma opção competitiva para o fluxo de grãos do estado de Mato Grosso, mesmo após a inclusão do pedágio previsto para a BR-163, que será cobrado a partir do início de 2023.
O transporte de cabotagem de bauxita entre Porto Trombetas e Vila do Conde, também no estado do Pará, subiu no trimestre. A Hidrovias do Brasil movimentou 745.000t de bauxita, aumento de 62pc em relação ao ano anterior. Os problemas no píer de descarga, que impactaram o movimento ao longo de 2021, foram resolvidos.
No corredor sul, onde está localizada a hidrovia Paraná-Paraguai, a empresa movimentou 516.000t no trimestre, aumento de 21,7pc. O aumento foi impulsionado pelo movimento de minério de ferro, que atingiu 85.000t, ante 18.000t um ano antes. A Hidrovias do Brasil disse que a região sofreu com a pior seca dos últimos 121 anos, o que causou baixos níveis de calado nos rios, dificultando a navegação em alguns pontos. Para 2022, com previsões de maiores volumes de chuvas, a empresa tem uma perspectiva positiva para o corredor sul.
A receita da Hidrovias do Brasil caiu em 49pc para R$182 milhões no quarto trimestre, de R$358 milhões um ano antes.
A empresa apresentou prejuízo de R$187 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$38,3 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.
O volume transportado pela Hidrovias do Brasil para o ano completo de 2021 foi de 11,8 milhões de t, queda de 9,9pc em relação a 2020.
Para o ano de 2021, a receita da Hidrovias do Brasil caiu 23,7pc para R$1,1 bilhão, de R$1,4 bilhão em 2020. A empresa registrou prejuízo de R$339 milhões em 2021, ampliando prejuízo de R$104 milhões em 2020.

