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Shell lança projeto de hidrogênio a partir do etanol

  • Market: Biofuels, Hydrogen
  • 10/08/23

O plano da Shell de converter etanol de cana-de-açúcar em hidrogênio verde está ganhando força no Brasil, à medida que a empresa busca aproveitar o potencial de energia renovável do país e a infraestrutura existente de biocombustíveis.

A empresa construirá uma planta piloto no campus da Universidade de São Paulo (USP) para converter etanol em hidrogênio verde, um combustível limpo para alimentar processos industriais, incluindo frete de longa distância, navegação e aviação.

A Shell anunciou nesta quinta-feira o início das obras em cerimônia no campus, com início das operações previsto para o fim de 2024. A companhia espera que a unidade tenha capacidade para produzir 4,5 kg/hora de hidrogênio, dedicada ao abastecimento de até três ônibus e um veículo leve.

A Shell, com tecnologia desenvolvida pelo Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da USP, converterá etanol em hidrogênio por meio de um processo químico que requer menos eletricidade do que a eletrólise – a tecnologia mais comum para a produção de hidrogênio verde. Os ônibus terão seu motor a diesel substituído por uma célula de combustível movida a hidrogênio.

O equipamento para converter o biocombustível em hidrogênio será fornecido pela Hytron, empresa brasileira de pesquisa em bioenergia adquirida pelo grupo alemão Neuman & Esser (NEA), em 2020.

A Shell está investindo R$50 milhões no projeto, utilizando fundos destinados à pesquisa e desenvolvimento (P&D). A lei brasileira estipula que as empresas petrolíferas devem destinar pelo menos 1pc de sua receita bruta anual para P&D.

A Raízen, gigante do setor sucroalcooleiro e joint venture entre a Shell e a Cosan, fornecerá biocombustível para a planta piloto no campus da universidade. A empresa estima que um único caminhão-tanque transportando 45m³ de etanol equivaleria a, aproximadamente, 6.000kg de hidrogênio.

Ricardo Mussa, CEO da Raízen, disse que a rota etanol-hidrogênio deve desempenhar um "papel relevante na matriz energética" nas próximas décadas, aproveitando a infraestrutura de abastecimento e distribuição estabelecida, há muito tempo, no setor de etanol.

"De um lado, você tem o motor elétrico, que é mais eficiente que o motor a combustão. Do outro, o etanol, um produto renovável que faz o papel de bateria, com uma infraestrutura que já está disponível", disse Mussa.

O diretor da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, repetiu o apelo para a conversão de biocombustível em hidrogênio, acrescentando que a unidade piloto se encaixa na estratégia global de descarbonização da empresa.

"Primeiro, nosso objetivo é provar a eficiência tecnológica", contou. "Então, se conseguirmos escalar a viabilidade comercial, vamos tornar isso uma realidade no Brasil."

Em ocasiões anteriores, a companhia aludiu a uma segunda planta de 44,5 kg/hora, em uma fase posterior do projeto.


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