O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) reduziu pelo quarto mês consecutivo a estimativa para a produção da soja 2021-22 do Brasil, mas aumentou a projeção da atual safra de milho.
A previsão é que a safra de soja brasileira atinja 125 milhões de t, queda de 2 milhões de t em relação ao relatório anterior publicado em março.
Abril é o quarto mês consecutivo com cortes nas estimativas de produção do USDA. O relatório de janeiro foi o primeiro a conter mudanças desde maio de 2021, quando a projeção para a safra da oleaginosa de 2021-22 estava em 144 milhões de t.
As estimativas de exportação também caíram este mês, de 85,5 milhões de t para 82,75 milhões de t, enquanto as previsões para estoques iniciais e finais subiram. O volume esperado para os estoques iniciais da soja 2021-22 cresceu 1,45 milhão de t, alcançando 29,4 milhões de t. Os estoques finais agora estão estimados em 21,6 milhões de t, ante 21 milhões de t no mês passado. Já as projeções para consumo doméstico aumentaram de 48,9 milhões de t para 50,5 milhões de t.
A redução nas estimativas da soja é uma consequência direta do tempo seco que reduziu a produtividade das lavouras nos estados da região Sul durante os meses de dezembro e janeiro.
A produção estimada da safra de milho de 2021-22 subiu para 116 milhões de t, alta de 2 milhões de t no mês. O volume esperado para exportações subiu 1,5 milhão de t e alcançou 44,5 milhões de t. As projeções para estoques iniciais e finais cresceram 800.000 t, para 4,65 milhões de t e 5,15 milhões de t, respectivamente.
O plantio da segunda safra de milho da atual temporada dentro da janela ideal e condições climáticas favoráveis são os principais motivos por trás da alta nos volumes esperados para a safra do grão.

