Os fretes de grãos em Mato Grosso recuaram nesta semana, a exceção ficou para a rota Rondonópolis-Santos, onde houve um ajuste de frete como reflexo de uma maior necessidade de caminhões em relação à última semana.
A queda da demanda para o escoamento da safra de soja, cuja colheita está virtualmente encerrada em Mato Grosso, é a principal responsável pela baixa dos fretes na semana. Em abril, o fluxo de grãos para portos do Sul atingiu a média de 48 mil t/dia, cerca de 2 mil t/dia a menos que durante o pico da safra, segundo a pesquisa de uma transportadora. Nos corredores em direção aos portos do Arco Norte, a média foi de 44 mil t/dia ante a média de 65 mil t/dia durante o período de maior demanda.
Nesse contexto, a rota Sorriso-Miritituba, que vai até o Arco Norte por meio da BR-163, caiu R$15/t, em média, para R$200-235/t. Outro trecho em que o frete caiu foi Sorriso-Rondonópolis, redução de R$10/t, em média, para R$110-115/t. A rota que vai de Sorriso até o porto de Santos caiu R$28/t, para R$300-340/t.
Por fim, o trecho que parte do município de Rondonópolis até o porto de Paranaguá teve frete R$28/t menor nesta semana, para R$230-250/t. Apenas o trecho que vai de Rondonópolis até Santos teve frete maior ante a semana anterior, subindo R$5/t, para R$265-310/t.
Um ponto de atenção para o frete de grãos é a possível redução de produtividade esperada com clima menos favorável para o desenvolvimento da safra de milho 2020-21 de Mato Grosso. O atraso do plantio de milho tem causado preocupações. Grande parte do cereal foi semeado fora da janela ideal de plantio. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que 45,3pc da área do estado foi semeada fora da janela climática ideal.
O Imea projeta queda de 6pc na produtividade da safrinha de milho 2020/21 em relação ao último ciclo. A redução de produção deve aumentar a competitividade entre as transportadoras e reduzir ainda mais o frete no estado. Participantes do mercado acreditam em altas menos proeminentes durante o pico de escoamento do milho de Mato Grosso em direção aos portos e uma menor duração de fretes no maior valor registrado para a safra.

